Polícia

Polícia Civil faz buscas em mais 2 casas em operação contra a prostituição em Araçatuba

Em uma casa no bairro Palmeiras havia 6 garotas de programa, que disseram que repassariam parte do dinheiro para os responsáveis pelo imóvel

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
26/08/21 às 10h57
A polícia apreendeu caderno com anotações, preservativos e dinheiro na casa na rua José Caetano Ruas (Foto: Divulgação)

Mais duas casas noturnas de Araçatuba (SP) foram alvo de cumprimento de mandado de busca pela Polícia Civil na noite de quarta-feira (25), durante nova etapa da operação Lupanar, realizada em combate à exploração à prostituição, tráfico de drogas e outros crimes.

A ação é realizada por equipes de vários setores da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais), como GOE (Grupo de Operações Especiais), DIG (Delegacia de Investigações Gerais), DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) e e SECCOLD (Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro).

Um dos imóveis visitados na quarta-feira fica na rua José Caetano Ruas, no bairro Palmeiras, que seria conhecida como “Casa do Fernando”. Os investigadores foram recebidos por uma mulher de 34 anos, que se apresentou como telefonista.

No imóvel havia mais seis jovens, cinco delas qualificadas, sendo duas com 20 anos, duas com 22 e uma com 26 anos. De acordo com o que foi apurado, elas teriam confirmado que realizam programas sexuais e que parte do dinheiro recebido pelos programas seria para o pagamento da casa e de um segurança.

A reportagem apurou que quando os policiais chegaram ao local, havia um homem que possivelmente fazia segurança do espaço, mas ele desapareceu durante a ação. A informação colhida no local é de que esse suposto segurança seria um policial militar.

Atendimento virtual

Segundo o que foi apurado pela reportagem, a polícia apurou que o imóvel serve para a realização de programas sexuais, com anúncios desses programas sendo feito em um site específico para essa finalidade.

Um jovem de 21 anos, morador em Andradina, se apresentou como sendo o responsável pelo atendimento virtual aos clientes pelo site e pelo celular, pelo aplicativo WhatsApp.

Durante as buscas foram apreendidos oito celulares para perícia, um DVR (aparelho de gravação de imagens), anotações referentes aos supostos programas sexuais realizados no local, preservativos, máquinas de cartões de créditos e dinheiro. 

Para a polícia, pelos objetos apreendidos fica caracterizado que o imóvel funcionaria para encontros sexuais.

Buscas também foram feitas em um estabelecimento na travessa Santo Onofre (Foto: Divulgação)

Drogas

As equipes também estiveram em outra casa noturna que fica na travessa Santo Onofre, conhecida como “Casa da Dalva” . Em maio desde ano, a Polícia Militar prendeu um homem de 33 anos, residente no Morada dos Nobres, que foi encontrado com uma pistola calibre 380 saindo desse estabelecimento.

Durante buscas na noite de ontem os policiais encontraram três pinos com cocaína com uma mulher de 36 anos. Ela foi levada para a delegacia, onde alegou que havia sido convidada para ir a uma pousada. Porém, no caminho passou pelo bairro São José e comprou a cocaína com um desconhecido, droga que seria para uso pessoal.

Por fim, a mulher disse que não foi ao local para realizar programas sexuais e alegou que prontamente entregou o entorpecente para a polícia. Entretanto, segundo a polícia, ao ser abordada ela pediu para ir ao banheiro. Porém, uma policial civil informou que antes ela seria revistada, por isso ela tirou espontaneamente a droga que estaria dentro da calcinha dela.

Foto: Divulgação
Foi apreendido um caderno com anotações na casa na rua José Caetano Ruas (Foto: Divulgação)
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