Polícia

Polícia Civil faz operação contra acusados de receber dinheiro de golpes pelo WhatsApp

Foram cumpridos 7 mandados de busca de busca e apreensão em Araçatuba, Birigui, Coroados e Glicério e apreendidos 45 cartões bancários que podem ter sido utilizados em fraudes

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
05/07/22 às 10h38
Foram apreendidos 45 cartões bancários que podem ser utilizados para fraudes (Foto: Divulgação)

Equipes da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) da Polícia Civil de Araçatuba cumpriram sete mandados de busca em Araçatuba, Birigui, Coroados e Glicério nesta terça-feira (5), contra investigados de participação em golpes pelo WhatsApp.

A investigação é do 9º DP (Distrito Policial) do Distrito Federal, que investiga o golpe aplicado em uma família de Brasília, que acabou perdendo aproximadamente R$ 30 mil.

Segundo a polícia, também foi cumprido um mandado de busca em Cuiabá (MT) e a célula investigada na região seria apenas parte da organização criminosa que pode ter atuado em todo Brasil.

Durante as buscas na região foram apreendidos 45 cartões bancários em nomes diversos, possivelmente utilizados em fraudes, e cinco celulares utilizados pelas pessoas investigadas.

Investigação

Apesar de a investigação ser da Polícia Civil de Brasília, a Deic de Araçatuba realizou o trabalho investigativo de campo e serviço de Inteligência.

Segundo o que foi informado, um dos considerados gerentes da organização criminosa já havia sido preso e nesta fase da operação foram realizadas diligências para recolher provas dos suspeitos de emprestar contas bancárias para os estelionatários receberem o dinheiro das vítimas.

Golpe do WhatsApp

Ainda de acordo com a polícia, para cometer os crimes, integrante do grupo utiliza fotografia de um familiar no WhatsApp e mensagem com uma linha diferente da original.

A partir daí, o criminoso engana as vítimas, na maioria das vezes pessoas simples ou idosas e se passando por familiar, e as convence a fazer transferências de grandes quantias em dinheiro.

No caso em investigação, quatro pessoas de uma mesma família no DF tiveram prejuízo de aproximadamente R$ 30 mil ao realizar depósitos nas contas dos alvos da ação de hoje, chamados de “conteiros”.

Eles são acusados de refazer a transferência dos depósitos recebidos para para os “gerentes” da organização criminosa ou de sacar o dinheiro em espécie e repassar a um responsável pela gerência, que por sua vez entregava para o “diretor” da organização criminosa.

Recompensa

Por esse trabalho, os “conteiros” recebiam entre 10% e 20% dos valores tirados das vítimas. A investigação apontou que os gerentes recebiam os mesmos percentuais, enquanto o restante do valor arrecadado ficava com o núcleo da organização criminosa, que são os chamados “diretores”.

Participaram das ações na região 28 policiais civis e utilizadas sete viaturas da Deic.

Foto: Divulgação
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