A Polícia Civil de Auriflama (SP) prendeu nesta sexta-feira (19), um homem de 51 anos, acusado de ser o responsável pela morte Marcos Frederico Eugenio, 41, que levou um tiro no olho no final da noite do último sábado (13).
Os dois participavam de um churrasco de confraternização para assistirem a partida de estreia da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo. Segundo testemunhas, durante o encontro, o acusado engatilhou a pistola na cozinha e foi para o ambiente onde os demais participantes estavam.
Ele teria chegado com as mãos para trás e, em tom de brincadeira, dito: "Vocês estão me estranhando?" . Na sequência, apontou a arma na direção da vítima e acionou o gatilho, vindo a ferir um dos olhos de Eugenio, que caiu no chão.
Após o disparo, o acusado teria dito: "Não acredito que fiz isso" . Ao ser alertado para socorrer a vítima, ele teria dito que não daria mais e deixou o local conduzindo um GM Cruze, abandonando a arma.
Hotel
Um inquérito foi instaurado pela delegada Caroline Baltes, responsável pela Delegacia de Auriflama. Como o investigado não se apresentou espontaneamente após o crime, ela representou pela decretação da prisão preventiva.
O pedido foi atendido pela Justiça de Auriflama no início da semana e desde então, o acusado era considerado foragido. Desde então, a polícia seguiu com a investigação e apurou que ele estava escondido em um hotel em Birigui.
Capturado
Equipes estiveram na cidade na manhã desta sexta-feira, confirmaram a localização e fizeram a captura. Segundo a delegada, o investigado se encontra bastante abalado e ao ser ouvido em declarações, alegou que foi um acidente e que não tinha intenção de matar o colega.
Ainda de acordo com o que foi informado, ele presta serviço como vigilante e é CAC (Colecionador, Atirador Esportivo e Caçador). A arma, uma pistola calibre 9 milímetros, está registrada no nome dele e foi apreendida, junto com três carregadores, 27 munições intactas e 16 munições de treinamento.
O caso é investigado como homicídio doloso e o acusado deve permanecer à disposição da Justiça por tempo indeterminado, caso a defesa não consiga a liberdade provisória mediante habeas corpus.
