Durante a “Operação Proteus”, deflagrada nesta terça-feira (16), a Polícia Civil de Araçatuba (SP) prendeu três homens acusados de integrarem uma organização criminosa especializada em aplicar golpes em várias regiões do País.
Segundo o que foi divulgado, em um ano, os investigados teriam arrecadado mais de R$ 2 milhões com os golpes, na maioria dos casos, se passando como familiares das vítimas, geralmente idosas, que eram convencidas a fazer transferências em favor dos golpistas, principalmente por Pix.
Um dos presos é apontado como sendo o suposto líder do grupo, que foi identificado por equipe da DIG/Deic (Delegacia de Investigações Gerais da Divisão Especializada de Investigações Criminais). A investigação teve início após um morador na cidade, atuante na área do Direito, ter um prejuízo de R$ 29 mil.
Vítimas
O caso aconteceu em março de 2025, quando os golpistas entraram em contato com a vítima, se passando pelo filho dela, e conseguiram convencê-la a realizar quatro transferências de valores, incluindo depósitos e pagamentos de boletos. A partir da instauração do inquérito, a Polícia Civil de Araçatuba identificou sete supostos integrantes do grupo.
Além disso, foi possível esclarecer ao menos outros 20 crimes praticados pelos investigados em três Estados brasileiros, sendo que ao menos oito deles foram praticados contra vítimas na região de Araçatuba. A investigação apontou ainda que os acusados utilizavam telefones com códigos das cidades das vítimas para induzi-las a caírem nos golpes.
