O porteiro de um motel em Araçatuba (SP) foi parar na delegacia na noite de terça-feira (7), acusado de resistência e desacato a policiais militares. Ele, que tem 28 anos e mora no bairro Manoel Pires, não estava autorizando clientes que não teriam gostado do quarto a saírem do estabelecimento, alegando que havia passado um minuto no prazo de tolerância.
O caso aconteceu por volta das 20h30, em um motel na rodovia Marechal Rondon (SP-300). Os policiais foram chamados por duas mulheres, que disseram que ao entrar no quarto reservado por elas não gostaram da aparência, por isso retornaram para o veículo e foram para a portaria.
Ao informar que pretendiam deixar o local, elas teriam sido barradas pelo porteiro, que alegou que havia passado 11 minutos desde a entrada delas, e o prazo de tolerância em caso de desistência era de 10 minutos, assim, teriam que pagar R$ 98,00.
Mesmo justificando que não usaram o quarto e que a demora se deu em razão da fila de veículos de outros clientes que eram atendidos antes delas, as mulheres foram proibidas de sair e acionaram a polícia.
Xingamentos
Os policiais que atenderam a ocorrência relataram que tentaram conversar com o porteiro, que confirmou que elas teriam ultrapassado o prazo de tolerância em um minuto, por isso fechou o portão. Ele disse ainda que elas não iriam sair com o veículo enquanto não fizessem o pagamento.
Ainda segundo o que foi relatado, os policiais insistiram, pedindo ao porteiro que abrisse a porta do motel para que pudessem conversar melhor, mas ele teria recusado, dizendo que "não iria abrir a porta e que não iria conversar com um policial de merda igual vocês e que não sabia se eram policiais de verdade" (sic).
Suposto sequestro
Suspeitando que o porteiro pudesse estar sendo vítima de bandidos que o mantinham refém, por isso não estaria querendo abrir a porta, os policiais solicitaram apoio do Corpo de Bombeiros e a porta foi arrombada.
O investigado foi localizado dentro da sala da recepção e resistiu à abordagem. Foi necessário o uso de força e algemá-lo para contê-lo, mas ele seguiu alterado e voltou a desacatar os policiais com xingamentos.
O porteiro foi apresentado no plantão policial, onde as mulheres que haviam sido impedidas de deixar o motel também foram qualificadas e liberadas, mas posteriormente serão chamadas para prestar depoimento.
O investigado não teve ferimentos e após ser ouvido foi liberado, mas um inquérito deve ser instaurado para investigar o caso.
