Um trabalhador rural de 19 anos, morador em Luiziânia, cidade na microrregião de Penápolis (SP), foi preso na tarde de sexta-feira (15) por homicídio. Ele é acusado de matar o também trabalhador rural Pedro Gonçalves da Silva Brito, 29.
O crime aconteceu pouco depois das 13h, dentro do ônibus no qual retornavam para casa após serem levados a uma agência bancária em Penápolis para receber pagamento. O acusado confessou o homicídio e o canivete usado por ele foi apreendido.
Segundo a polícia, as partes fazem parte de um grupo de trabalhadores dispensados por uma empresa terceirizada que prestava serviço para uma usina de açúcar e álcool de Clementina. A maioria é de origem de Estados do nordeste do Brasil e eles foram levados ao banco em Penápolis para receber os valores da rescisão contratual.
Quando retornavam para Luiziânia, pela rodovia Raul Forchero Casasco (SP-429), o acusado sentou-se ao lado da vítima. De acordo com testemunhas, sem dizer nada, ele deu um golpe com o canivete no peito de Brito, que estava acompanhado da esposa, e em seguida levantou-se e foi para o fundo do ônibus.
Enquanto a vítima caminhava até o motorista para pedir socorro, outros ocupantes do veículo tentaram conter o jovem, conseguindo desarmá-lo. Porém, ele teve acesso a um facão que estava debaixo de um dos bancos, o qual usou para ameaçar as testemunhas e em seguida fugiu pela porta traseira do ônibus.
Morreu
Uma equipe de resgate foi ao encontro do ônibus, fez o primeiro atendimento e encaminhou Brito ao pronto-socorro em Penápolis. Apesar do tratamento, ele não resistiu aos ferimentos.
O veículo foi periciado por equipe de criminalística, o canivete apreendido e o acusado localizado e preso pela Polícia Militar. Levado à delegacia, ele confessou o crime, alegando que vinha sendo ameaçado por um desentendimento anterior.
Suspensão
Em depoimento à polícia, a companheira da vítima, uma jovem de 19 anos, natural do Ceará, contou que cerca de um mês atrás Brito discutiu com o autor do crime. Na ocasião, o acusado teria relatado aos responsáveis pela turma que a vítima havia usado um dos cintos de segurança que soltou do ônibus para prender a garrafa de água dele.
Na ocasião os dois discutiram e durante a briga, a vítima deu um tapa no peito do jovem. Ambos foram temporariamente suspensos, mas haviam retornado ao trabalho e até então não teria ocorrido mais nenhuma desavença entre eles, segundo a companheira de Brito.
O corpo da vítima passaria por exame necroscópico antes de ser liberado para velório e enterro, enquanto o acusado ficou preso em flagrante e à disposição da Justiça.
