O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) volta a se reunir nesta quarta-feira (15) para retomar o julgamento de Josivaldo Salustiano da Silva, denunciado por homicídio qualificado pelo assassinato de Marcos Antônio da Silva Pereira. O crime aconteceu no início da madrugada de 5 de outubro de 2019, por asfixia.
O julgamento desse processo estava marcado para 15 de setembro, quando o juiz Danilo Brait decidiu destituir o Júri por considerar o réu indefeso. Segundo o que foi apurado pelo Hojemais Araçatuba , o defensor público nomeado teria passado 22 minutos lendo anotações.
Com a determinação da nomeação de um novo advogado, a Defensoria Pública do Estado indicou Bruno Martinelli Scrignoli, que é defensor público estadual em São Paulo desde 2013, atua em Campinas nas áreas criminais e do Júri e é coordenador regional da Escola da Defensoria Pública em Campinas.
O julgamento está previsto para começar às 13h no Fórum de Araçatuba. A Justiça determinou que o réu seja apresentado fisicamente no plenário para a audiência de julgamento, seguindo todos os protocolos de prevenção ao coronavírus. Ele aguarda julgamento preso.
Denúncia
Durante o julgamento, o Ministério Público será representado pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, autor da denúncia, na qual consta que Josivaldo teve a casa invadida no dia 27 de setembro de 2019 e foram furtados R$ 350,00 em dinheiro e um celular.
Alguns dias depois ele teria visto a vítima com o aparelho, a questionou a respeito e Marcos Antônio teria dito que o havia adquirido de um usuário de entorpecentes. A versão não convenceu o réu, que resolveu matá-lo.
Assassinato
Ele convidou a vítima a ir até um bar no bairro São José, no dia 4 de outubro, e os dois ingeriram bebidas alcoólicas juntos. Já na madrugada seguinte, quando caminhavam sentido ao residencial Porto Real, Josivaldo teria agarrado Marcos Antônio de surpresa pelo pescoço e o matou asfixiado.
Após o crime, ocorrido na rua Moema, o réu foi para a casa dele, entrou em contato com a Polícia Militar e comunicou o homicídio. Equipe foi ao local indicado, encontrou o corpo e prendeu Josivaldo em flagrante.
A Promotoria de Justiça considerou que o crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e pede a condenação.
