A Polícia Civil de Araçatuba (SP) vai instaurar inquérito para apurar se o vendedor Horácio Roberto Humbinger, 51 anos, foi vítima de latrocínio. O corpo dele foi encontrado na tarde desta quarta-feira (15), na casa dele, no bairro Chácaras Moema, onde morava sozinho.
A vítima tinha escoriações no rosto, ferimentos nas mãos aparentemente provocados durante tentativa de defesa e foi apreendida uma marreta que pode ter sido usada no crime.
Policiais civis foram à residência após a Polícia Militar comunicar a localização do cadáver, pouco depois das 16h. No local foi feito contato com um primo de Humbinger, morador no residencial Porto Real 2.
Ele contou que por volta das 15h30 foi visitar a vítima, que morava sozinha, e ao entrar pela porta do fundo verificou que o cadeado estava no chão e a corrente amarrada na porta com um arame. Ele encontrou os objetos revirados e no quarto observou marcas de sangue na parede.
Segundo a testemunha, o corpo do vendedor estava no chão, debaixo do colchão da cama box. Ele puxou um pouco o colchão, viu que havia um lençol enrolado na vítima e imaginou que ela estivesse dormindo. Porém, Humbinger não respondeu aos chamados e foi constatado que ele estava sem vida.
Latrocínio
A área foi preservada para a realização de perícia, que foi acompanhada por equipes da DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais), chefiadas pelos delegados Paulo Natal e José Abonísio.
Durante os trabalhos foi recolhida uma marreta com cabo de madeira, o qual aparentava ter sido rachado recentemente. Análise preliminar indicou escoriação no rosto da vítima, aparentemente provocada por um objeto que pode ser a própria marreta. Além disso, havia marcas de defesa na mão esquerda.
Familiares do vendedor notaram o desaparecimento de um botijão de gás e foi constatado que foram cortados os fios do quadro de energia interno e também do existente do lado de fora da residência.
Após a conclusão da perícia o corpo foi recolhido e encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico, toxicológico e de dosagem alcoólica na vítima. O caso foi registrado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.
