Polícia

Vigilante é morto com tiro na cabeça durante briga familiar

Foi com os filhos dele buscar a neta que havia sido levada pela nora, quando houve um desentendimento e foi baleado

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
19/02/21 às 10h28

O vigilante Vandineudo Rodrigues Pereira, 53 anos, morador no bairro Coutry Ville, em Araçatuba (SP), foi morto com um tiro na cabeça na noite de quinta-feira (18). O crime teria ocorrido durante discussão familiar e os dois filhos dele foram feridos com tijoladas.

O caso aconteceu por volta de 21h30, em uma chácara no bairro Chácaras TV, e o autor do crime não foi encontrado. Consta no boletim de ocorrência que um auxiliar de serviços gerais de 29 anos, morador no residencial Beatriz, se desentendeu com a companheira dele, uma auxiliar de cozinha de 25 anos.

Após a briga, a mãe e o irmão esteve na residência do casal e levou a auxiliar de cozinha e a filha dela com o auxiliar de serviços gerais para a chácara, onde mora a avó da criança. Antes de deixar o local, o cunhado do auxiliar de serviços gerais teria feito ameaças de morte a ele.

Após as ameaças, o auxiliar de serviços gerais procurou o pai dele, que é o vigilante morto, e o irmão, que tem 26 anos e mora no Morada dos Nobres. Eles foram de carro até à chácara para pegar a filha do casal, que havia sido levada pela mãe.

Briga

Chegando ao local, eles entraram com o veículo de ré na chácara e ao descer do carro, teriam sido recebidos pelo cunhado do auxiliar de serviços gerais. Houve nova briga e ele e o irmão teria sido agredido com tijoladas.

Durante a briga, outro morador na chácara, que estaria armado com um revólver, teria feito um disparo para o chão.  Segundo o relato dos irmãos, o pai deles, que estava armado com uma faca, tentou desarmá-los e nesse momento foi baleado na cabeça.

Ainda de acordo com os irmãos, provavelmente o autor dos disparos chegou a ser ferido com um golpe de faca antes de atirar.

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Contradição

A polícia também ouviu a nora do vigilante morto, que disse que após sair de casa com a filha, tentou ligar para o companheiro informando que estava passando mal e pedir que fosse buscá-la.

Na primeira versão que deu à polícia, o companheiro dela chegou na chácara acompanhado do pai e de dois irmãos, sendo que o residente no Morada dos Nobres estaria com revólver.

Ainda de acordo com a mulher, o sogro dela, que estava com uma faca, teria partido para cima dela, mas não chegou a agredi-la. Ela disse que quando o irmão dela interveio, ela correu para o interior da casa e ouviu um disparo de arma de fogo.

Entretanto, segundo a polícia, a mulher chegou a dizer que o cunhado dela que havia atirado no próprio pai e que o outro morador, apontado como autor do disparo, havia apenas passado pelo local, sem ter participação na briga.

Ele voltou a entrar em contradição quando informou que o companheiro dela estava acompanhado apenas do pai e de um irmão, e não de dois, como havia dito antes, sem mencionar a presença do autor do disparo.

Indícios

Durante análise do local do crime, que foi preservado por policiais militares, foram encontradas marcas de sangue no batente da porta de uma das casas da chácar. Essa casa seria a residência do homem apontado como autor do disparo. 

Nela havia um boleto no nome dele e o apelido dele escrito na parede. A mãe do suspeito estava no imóvel e informou que o filho dela não estava em casa.

Equipe da DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais) acompanhou a perícia, que apreendeu facas e duas cápsulas de revólver calibre 38 encontradas no trajeto entre a posição do cadáver e a casa do suspeito de ter atirado no vigilante.

Os dois filhos da vítima passaram por exame residuográfico e seriam submetidos a exame de corpo de delito. Já o corpo do vigilante foi encaminhado para exame necroscópico antes de ser liberado para velório e enterro.

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