Após gerar tumulto na última sessão da Câmara de Birigui (SP), volta à pauta na terça-feira (23), o projeto de lei que dispõe sobre a cessão de uso a título gratuito da estrutura do Centro de Lazer do Trabalhador ao Sisep, o sindicato dos funcionários e servidores públicos municipais.
O espaço, que atualmente não está sendo utilizado para nenhuma finalidade, fica na rua Santa Tereza, na Vila Xavier, e, se aprovado o projeto, passará a ficar sob a responsabilidade do sindicato, que deve custear todas as despesas e manutenções.
Na última sessão, o presidente do Sisep, Gilson Paulino da Silva, usou a tribuna livre para falar sobre a iniciativa e os planos para o local. Segundo ele, proporcionar qualidade de vida e opção de lazer para os servidores é um dos três pilares do sindicato, por isso, foi pedido a cessão do espaço ao prefeito Leandro Maffeis (PSL) no início deste ano.
“Pretendemos implantar uma escolinha de futebol para atender as crianças e adolescentes, não só dos servidores públicos, mas de toda a população biriguiense. Em conjunto com o futebol, o Sisep proporcionará corte de cabelo e tratamento dentário às crianças e adolescentes, gratuitamente”, explicou.
O sindicato prometeu que vai reativar a bocha e malha, pois o local já possui tais estruturas, e realizará eventos abertos para a população em geral. Outro compromisso foi de apoio ao futebol amador.
“Vamos reestruturar o Centro de Lazer Valter Alves de Carvalho para que ele funcione da melhor maneira possível”, disse, pedindo voto favorável aos parlamentares.
Vistas
Antes de se iniciar a discussão do projeto de lei, foi lido um pedido de vistas (adiamento por uma sessão) feito pelo vereador Valdemir Frederico, o Vadão da Farmácia (PTB). Por ser o primeiro, foi acatado de imediato.
O vereador Marcos Antonio Santos, o Marcos da Ripada (PSL), pediu que a sessão fosse suspensa para que o presidente do Sisep pudesse esclarecer alguns fatos aos vereadores. No entanto, o presidente da Câmara, César Pantarotto Junior (PSD), informou que isso não alteraria o pedido de adiamento.
Várias famílias que apoiam a iniciativa do Sisep estavam presentes e se revoltaram quando souberam que o projeto não seria votado, dando início a uma grande vaia, com gritos e xingamentos. Em seguida, elas se levantam e deixam a Casa.
Vadão chegou a ir até a galeria, mas foi cercado. A sessão foi suspensa.
