Foi aprovado por unanimidade em votação realizada nesta quarta-feira (7) na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), o requerimento para que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público e a Polícia Civil de Araçatuba forneçam à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Quarteirizações, os inquéritos que resultaram na Operação Raio X e que tramitam nas Justiça de Birigui e Penápolis.
O pedido foi feito pelo presidente da comissão, deputado estadual Edmir Chedid (DEM), que requer o compartilhamento de tudo o que foi apurado até agora, inclusive trechos que eventualmente estejam sob sigilo.
Operação
A investigação é contra suposta organização criminosa especializada em desvio de dinheiro público da área da Saúde por meio de OSSs (Organizações Sociais de Saúde).
Ela resultou na expedição de 64 mandados de prisão temporária e 237 de busca e apreensão para serem cumpridos na semana passada. Aproximadamente R$ 1 milhão em bens dos investigados foram bloqueados bens e foram apreendidos veículos, aeronaves e R$ 1 milhão em dinheiro.
Réus
Nesta quarta-feira, a Justiça de Penápolis acatou a denúncia contra 36 investigados acusados de integrar a suposta organização criminosa. Também decretou a prisão preventiva de 17 denunciados, entre eles, o médico anestesista Cleudson Garcia Montali, apontado como chefe do suposto esquema criminoso.
Também seria votado na Alesp um requerimento para que Cleudson fosse convocado para ser ouvido pela CPI. Porém, nesse caso, houve pedido de vista por parte do deputado Wellington Moura (Republicanos) e a votação foi adiada.
O pedido de vistas normalmente é utilizado quando o autor pretende tirar alguma dúvida sobre o requerimento em discussão, mas pode ser utilizado com meio de adiar alguma votação.
Denúncia
O Gaeco também ofereceu denúncia contra os investigados em inquérito que tramita na Justiça de Birigui, mas até o final da tarde desta quarta-feira não havia informações sobre a decisão da Justiça com relação a essa denúncia.