Política

Câmara de Birigui aprova criação da 7ª CP contra o prefeito Leandro Maffeis

Foram apenas 3 votos contrários e uma abstenção; será investigada autoria de áudio sobre ‘Gabinete do Ódio’

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
01/08/23 às 20h04
Apenas 3 de um total de 15 vereadores votaram contrátrios à investigação e houve uma abstenção (Foto: Reprodução)

Matéria atualizada para informar que são 7 e não 6 CPs contra o prefeito em Birigui

A Câmara de Birigui (SP) aprovou na sessão desta terça-feira (1), a primeira após o recesso parlamentar, a criação da sétima CP (Comissão Processante) contra o prefeito Leandro Maffeis (Republicanos). Desta vez, será apurada a autoria de um áudio divulgado no Facebook do vereador Marcos Antônio Santos (UB), o Marcos da Ripada, de fala sobre Gabinete do Ódio , que seria de autoria do chefe do Executivo.

O pedido de investigação foi protocolado durante o recesso parlamentar pelos advogados César Augusto Silva Franzói, Juliana Galera de Lacerda, Milton Walcinir de Lima e Tiago da Silva Arielo, além do munícipe Gabriel Belortti Roldão.

Na votação na sessão desta terça-feira, foram contrários à criação da CP, os vereadores Benedito Dafé (PSD), Everaldo Santelli (PV) e Vadão da Farmácia (PTB). Houve ainda, uma abstenção, da vereadora Dr.ª Osterlaine.

Nove vereadores presentes foram favoráveis à investigação e o único ausente foi o Pastor Reginaldo (PTB), que está em viagem. O vereador André Fermino (PSDB), que pediu afastamento do cargo por sete dias, foi substituído pelo suplente, Luiz Roberto Ferrari (PSDB). 

Comissão

Logo após a aprovação da criação da CP, foi realizado sorteio pelo presidente da Câmara, José Luiz Buchalla (Patriota) dos integrantes da comissão. Os sorteados foram Marcos da Ripada (UB), Luiz Roberto Ferrari e a Dr.ª Osterlaine. 

Os indicados deverão se reunir posteriormente para confirmar se permanecerão na comissão ou se indicarão substitutos, para que seja definido quem será o presidente, o relator e o membro, para que tenha inícios os trabalhos.

Áudio

No áudio a ser investigado, que foi transcrito na denúncia, consta: "Só acho uma coisa, já venho falando há algum tempo, só que as vezes as pessoas não me ouvem. Eu acho que tem que colocar o Gabinete do Ódio em funcionamento, se a gente continuar alisando, esperando vim alguma coisa, aí quando vim não adianta. Tem que usar o Gabinete do Ódio e começa a mandar recado".

Os autores argumentam que o Gabinete do Ódio foi alvo de investigações por suspeita de que haveria um grupo de assessores que trabalhava no Palácio do Planalto, no governo Jair Bolsonaro (PL), que difundiria desinformações e atacaria adversários políticos do então presidente.

Perseguição

O prefeito de Birigui é seguidor de Bolsonaro e, segundo a denúncia, pessoas que solicitaram abertura de CP anteriormente contra ele sofreram ataques pessoais por meio de contas "fakes" no Facebook ou até mesmo contas reais.

Para os autores do pedido, a conduta do prefeito de Birigui a ser apurada configura possível infração político-administrativa. E, se confirmada a autoria do áudio, se comprovaria grave afronta aos princípios implícitos da soberania do interesse público contra o privado e indisponibilidade dos bens públicos, "bem como princípios explícitos da impessoalidade, moralidade e outros princípios que atentem contra a administração pública, bem como crimes, em tese, de associação criminosa, advocacia administrativa, concussão e outros" , finaliza.

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