Política

Câmara nomeia integrantes da CPI que vai investigar contratos da Prefeitura

Definição veio após parlamentares manifestarem ou não interesse em participar da comissão que vai averiguar denúncias reveladas na operação #TudoNosso

Guilherme Leal - Hojemais Araçatuba
10/09/19 às 17h09

A presidente da Câmara, vereadora Tieza (PSDB), assinou, na tarde desta terça-feira (10/9), o ato de nomeação dos cinco parlamentares que irão compor a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada para averiguar a ocorrência de desvios de recursos públicos repassados a empresas envolvidas na operação #TudoNosso, deflagrada pela Polícia Federal em 13 de agosto deste ano.

A Comissão será composta pelos vereadores: Dr. Alceu (PV), Dr. Almir Almir Fernandes Lima (PSDB), Flávio Salatino (MDB), Gilberto Batata Mantovani (PR) e Dr. Jaime José da Silva (PTB).

Com base no Regimento Interno, a nomeação se baseou na representatividade partidária da Casa, casos dos PV, PSDB e MDB. No restante da composição dos membros, o critério adotado foi a votação obtida na última eleição. Cido Saraiva foi o mais votado, mas não quis participar. Assim, na sequência de maior número de votos, ficaram os vereadores Gilberto Batata Mantovani e Dr. Jaime.

O autor do requerimento de criação da CPI, vereador Arlindo Araújo (PPS), e a presidente da Casa, vereadora Tieza, não podem integrar a CPI, conforme o Regimento.

Escolha dos vereadores se deu por meio do regimento interno e da quantidade de votos recebidos na última eleição (Foto: Montagem)

Publicação

Nesta quarta-feira (11), o ato será publicado oficialmente. A partir de então, haverá o prazo de cinco dias para que sejam eleitos os titulares e suplentes e, dentre os titulares, o presidente e o relator da CPI.

A Comissão Parlamentar de Inquérito terá 90 dias para concluir os trabalhos e apresentar relatório ao plenário. O prazo também pode ser prorrogado.

O pedido de instalação para a CPI foi feito no dia 19 de agosto pelo vereador Arlindo Araújo (Cidadania). A comissão vai averiguar contratos da Prefeitura e a ocorrência de desvios de recursos públicos repassados para as empresas envolvidas na operação da Polícia Federal #TudoNosso, que investiga a organização criminosa que teria o comando do sindicalista José Avelino Pereira, o Chinelo, 64 anos.

Segundo Arlindo, a CPI será uma investigação paralela a da Polícia Federal. “A Polícia Federal vai investigar o aspecto criminal e nós vamos analisar a parte política. Se houver envolvimento do chefe do Executivo (Dilador Borges – PSDB) de alguma forma teremos que tomar alguma posição”, explicou na tribuna durante aprovação de outro requerimento relacionado à operação #TudoNosso.

A Prefeitura de Araçatuba informou por meio de nota que a Câmara cumpre seu papel como instrumento de fiscalização e que irá colaborar com todas as investigações.

#Tudo Nosso

Chinelo e outros 14 investigados foram presos temporariamente durante a operação #Tudo Nosso. Ele é suspeito de chefiar uma organização criminosa que nos últimos dois anos teria desviado R$ 200 mil mensais da Prefeitura de Araçatuba por meio de fraude em licitações.

A investigação apontou que as fraudes ocorriam por meio do IVVH (Instituto de Valorização da Vida Humana), que venceu chamamento público e administra os serviços da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Essa OS (Organização Social) seria ligada a Chinelo e as fraudes ocorriam por meio de outras empresas supostamente ligadas a ele, que eram contratadas para prestar serviços para o IVVH, referentes ao contrato com a Prefeitura.

**Com informações da assessoria de imprensa

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