O primeiro projeto de lei, retirado de tramitação em novembro passado, previa a concessão integral do saneamento do município. Na época, o prefeito Cristiano Salmeirão (PTB) explicou à reportagem que estava cancelando o projeto atendendo pedidos da população, que se mostrou contrária a proposta, mesmo sem entender o que isso significava para a resolução do problema.
O segundo projeto de lei, informou o Executivo, foi retirado para estudos. “A administração analisou que existem várias leis permitindo a ação via decreto. A necessidade de resolver o problema da distribuição da água é urgente. O decreto é o ‘plano B’ da administração. O prefeito manteve sua palavra: a concessão é parcial, não há concessão plena”, justificou.
Para a Prefeitura, o contrato que será feito segue o modelo de concessão já existente em Birigui, que teve início com o poço Aqua Pérola e o poço Matéria. “Essa medida já foi adotada pelo ex-prefeito Florival Cervelati e deu certo no município”.
Falta d’água
Problemas com abastecimento são constantes em Birigui e já geraram até inquéritos no Ministério Público. Nesta quinta-feira (7), rompimentos de redes adutoras deixaram grande parte da cidade sem água. Alguns bairros ainda estavam com problemas nesta sexta-feira.
Segundo a Prefeitura, para que os reparos fossem feitos, houve a necessidade de paralisar alguns setores de abastecimento, como o Saudades, Clayton, ETA (Estação de Tratamento de Água), Isabel Marin e Poço Matéria.
“Os serviços já foram concluídos, porém, por hoje se tratar de sexta-feira, dia de maior consumo, a normalização é mais demorada”, explicou o município.
