Eleita deputada federal com 76.306 votos ao todo e 1.962 na região de Araçatuba, Carla Zambelli acredita que a cidade deve ter um candidato a prefeito do PSL (Partido Social Liberal) na próxima eleição municipal. A sigla, que abriga a parlamentar e também o presidente Jair Bolsonaro, esteve no centro de uma polêmica na cidade após ter sua direção destituída.
Em entrevista ao Hojemais Araçatuba , Carla afirmou que o partido pretende trabalhar com um nome forte para assumir a sigla e também para sair candidato a prefeito com chances de vencer.
Por não ter eleito deputado de direita, Carla acredita que pode estreitar ainda mais o relacionamento com Araçatuba e cidades da região. Durante a campanha do ano passado, ela esteve na cidade ao lado do então candidato Jair Bolsonaro e após ter sido eleita visitou o município em quatro ocasiões.
“Mesmo tendo poucas emendas, por enquanto, eu procurei encaminhar recursos pra região. Só pra Araçatuba mandamos R$ 150 mil por meio de uma emenda para o hospital Ritinha Prates, que faz um trabalho belíssimo com pessoas especiais, e também mais R$ 150 mil para a saúde de Penápolis. Temos priorizado a área da saúde aí no noroeste paulista,” explica.
Maconha
Nas últimas semanas, a deputada que é conservadora e cristã esteve no centro de uma discussão sobre a legalização da plantação da maconha para fins medicinais. Ela vinha estudando um projeto que tinha como objetivo fazer com que o Estado se tornasse produtor da maconha, mas exclusivamente para extração de dois compostos que podem auxiliar no tratamento de mais de 300 doenças. A ideia é colocar em prática algo semelhante com o que é feito na emissão de papel moeda.
“A gente já tem o CDB e o THC, componentes presentes na maconha, sendo consumido aqui no Brasil, por meio da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que solicita a exportação e também através de decisões judiciais que permitem que algumas mães, que se denominam inclusive “mãeconhas”, plantem maconha em casa pra poder extrair o canabidiol. Isso é um processo praticamente artesanal que dá pra ser feito,” explica.
A deputada comentou ainda que chegou a debater com o deputado do Psol Marcelo Freixo, um dos mais combativos representantes da esquerda, a possibilidade dos dois apresentarem o projeto em conjunto. Com a boa receptividade do deputado, Carla afirma que existem pontos na vida da sociedade que estão acima de diferenças ideológicas que precisam ser debatidas.
“Quando a gente vê uma criança que tem de 30 a 50 convulsões por dia e que, tratada com CDB e THC, ela diminui pra zero, você vê que isso é algo que precisa ser analisado no Brasil. Algo que pode mudar a vida das pessoas.”
Com a divulgação da intenção da deputada de apresentar o projeto outros parlamentares que tinham proposta semelhante em processo mais adiantado correram para privilegiar as próprias proposituras. Agora, ela afirma que irá trabalhar nesses projetos para melhorá-los.
