Política

“Meu ciclo político se encerra neste dia 31”, afirma Cristiano Salmeirão

Afirmação do prefeito de Birigui (SP) foi feita durante entrevista na terça-feira, últimos dias à frente da administração municipal

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
31/12/20 às 11h39
Cristiano Salmeirão fala sobre os principais feitos de sua administração (Foto: Aline Galcino/Hojemais Araçatuba)

Durante balanço dos principais feitos da atual administração (2017-2020), o prefeito de Birigui (SP) Cristiano Salmeirão (PTB), que não foi reeleito nas eleições municipais de 2020, anunciou a despedida da carreira política, a qual ele diz que encerra tendo feito o seu melhor. “Trabalhamos quatro anos como se fossem 20. Nenhuma área foi deixada de lado”, garante.

Embora a lista de obras seja considerável, sua gestão foi marcada pela operação Raio X, que investiga uma suposta organização criminosa especializada no desvio de dinheiro público na área da Saúde, por meio de OSSs (Organizações Sociais de Saúde), cuja sede da principal investigada é em Birigui.

Para Salmeirão, as pessoas não souberam separar a Santa Casa de Birigui da Prefeitura, que não tem nada de irregular. “Eu não administro a Santa Casa, não faço a gestão e não indico ninguém”, defendeu-se.

Durante entrevista concedida no gabinete instalado no novo Centro Administrativo, no Jardim Morumbi - obra que levou uma década para ser inaugurada e é considerada grande marco -, o atual prefeito falou sobre empréstimos, Biriguiprev, licitação da água (que acabou não saindo do papel), entre outros temas.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista e um vídeo gravado para a população de Birigui.

Dá para fazer um balanço dos principais feitos da sua administração? Vamos começar pela Saúde?

Eu e Carlito Vendrame cumprimos os 14 motivos que divulgamos na campanha para que a população votasse em Cristiano Salmeirão. Na área da saúde, modernizamos e construímos novas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), aumentamos o número de equipes da ESF (Estratégia Saúde da Família), colocamos o Corujão da Saúde para funcionar, que ficou fechado por praticamente 12 anos, que é aquela extensão do pronto-socorro na UBS 1 do bairro Cidade Jardim, criamos o Centro de Oftalmologia, o Centro de Ortopedia e Radiologia, criamos o pronto-socorro infantil com médicos para atender as crianças, então tudo o que combinamos na área da saúde, nós fizemos.

Adquirimos veículos novos, que era um apelo da população. Quando eu assumi tínhamos somente aquelas vans de cor laranja, todas sucateadas. Hoje, temos ônibus e micro-ônibus com acessibilidade e ar-condicionado para transportar pessoas. Foram mais de 25 veículos adquiridos só na área da saúde.

Infraestrutura

Na área da infraestrutura, retomamos todas as obras que estavam paradas e o mais importante: estamos deixando dinheiro em caixa para que elas sejam terminadas. Construímos pontes, desentortamos pontes.

Retomei o convênio com o Estação Cidadania e finalizei o CEU das Artes. No entorno daquela região - Ivoninha (bairro Ivone Alves Palma) e Thereza Maria Barbieri - fiz toda a pavimentação, não tem mais rua de terra por ali e onde tinha buraco nós asfaltamos.

Estamos deixando a abertura da antiga Boiadeira e as ruas do Quemil, que eram de terra, foram todas pavimentadas. Existem algumas que ainda serão asfaltadas, como a Francisco Garcia Vera, Shigueru Sakai, Francisco Valéria e o entorno da ponte do Cidade Jardim, que já tem o meio-fio. Fizemos mais de 150 km de asfalto. Acredito que atingimos mais de 40 bairros (do total de 169), algo que nunca aconteceu na história de Birigui em quatro anos.

Fizemos iluminação baixa em avenidas para valorizar o meio ambiente e com isso, Birigui é o 52º município no ranking do programa Verde-Azul. Foi a primeira vez na história que Birigui conquistou o selo desse programa.

Fizemos reforma de praças, estádio municipal, o Parque Ecológico, mais de 400 sarjetões e ainda reformamos a rodoviária. Onde você anda em Birigui tem uma obra do Cristiano Salmeirão e Carlito Vendrame.

"É a maior frustração que eu tenho, porque eu fiz tudo, só faltou a água" 

Educação

Construímos duas creches (nos bairros Portal da Pérola e Pedro Marin Berbel) que estão quase finalizadas. Só não vamos entregar porque tem convênio com o Estado e é preciso agendar com o governador (João Doria-PSDB) para que alguém da equipe venha inaugurar e não deu tempo.

Nossas escolas não tinham equipamento de segurança nenhum. Estamos finalizando a colocação de todos os equipamentos de segurança, para obtermos o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Adequamos as escolas que não tinham condições de receber ar-condicionado, colocamos transformador e compramos ar-condicionado. Muitos já foram instalados, temos escolas totalmente climatizadas.

Eu acredito que entre escolas e creches, reformamos 25 unidades. Teve escola que quando começou a chover e rachou parede, eu mandei derrubar tudo e fazer do início. A creche Maria Cecília (Professora Maria Cecília de Lima Jardim Maroni, no bairro Calçadista) foi praticamente reconstruída.

Quando assumimos, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) alertou que crianças estavam fora de creche. Com as duas creches que construímos, vai sobrar vagas. No último censo que fizemos, o déficit era de 133 vagas. Essas duas novas creches vão abrir 300 vagas.

Meus filhos frequentam curso de inglês, por isso eu quis colocar inglês nas escolas de Birigui. São atendidas hoje 6.200 crianças aproximadamente. O pai não precisa pagar por isso (hoje a rede municipal tem aproximadamente 11 mil crianças e 35 escolas municipais, somando as conveniadas, segundo a secretária Meiriane Beltran).

Esportes e lazer

Criamos a escola municipal de dança para ter balé; concluímos a quadra do ginásio que estava parada e colocamos um campo society também, participamos dos Jogos Abertos e Jogos regionais, coisa que Birigui não participava.

Economia

Finalizamos o Distrito Industrial 2, o que ninguém acreditava. São 100 lotes para a indústria. Hoje, já tem indústria lá instalada. E qual a vantagem disso? A pessoa trabalhar perto de casa. Iríamos fazer os minidistritos, mas infelizmente não vencemos. Devido à lei eleitoral, o projeto ficou parado, porque não podíamos fazer a concessão.

Salmeirão e a secretária de Educação Meiriane Beltran descerram a placa de inauguração do chamado "Centro do Professorado", uma das obras retomdas pela atual administração (Foto: Divulgação)

Essas obras serão inauguradas?

Não inauguramos porque não conseguimos finalizá-las. Primeiro, tivemos a pandemia; segundo, as eleições, que acabam atrapalhando; e terceiro, chuvas. Quarto, falta matéria-prima e isso não só em Birigui ou na área da construção civil.

Eu não ligo em não inaugurar, não tenho essa vaidade. O importante é que a população de Birigui queria que o prefeito fizesse e eu fiz. E o outro prefeito (Leandro Maffeis – PSL) vai ter a satisfação de inaugurar.

O senhor recebeu críticas por conta dos empréstimos de aproximadamente R$ 40 milhões. Qual sua resposta a elas?

Todo prefeito faz empréstimo. Nós pagamos empréstimos que foi contraído na época do (ex-prefeito Wilson Carlos Rodrigues) Borini. Isso faz parte da administração.

O interessante é você fazer empréstimo para investir na cidade e foi o que nós fizemos. Nós retomamos a credibilidade e confiança do povo de Birigui de investir na própria cidade. Porque quando você faz um recape, as pessoas começam a construir, abrir lojas e acabam gerando renda para os próprios munícipes. E foi isso que nós fizemos.

O que não poderíamos era deixar esses prédios abandonados e uma estrutura asfáltica toda deteriorada. Tínhamos que dar um jeito e dinheiro para isso não tinha. As emendas foram ficando ralas porque estamos vivendo os piores momentos nesses últimos 4 anos. Primeiro houve impeachment de uma presidente, depois veio a crise econômica de 2018, tivemos eleições, depois a covid-19. Isso tudo arrebentou com as prefeituras. Quando assumi a Prefeitura de Birigui, a cidade estava deficitária em mais de R$ 2 milhões mensais. A única forma que tínhamos de fazer algo era por meio de empréstimos.

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Ainda tem bairros a serem recapeados?

Temos cerca de 20%. Temos o Distrito industrial 1, o Portal da Pérola 1 e 2 e algumas ruas pontuais. Mas agora, a cidade está toda preparada. É só o prefeito sentar e administrar. Todo prefeito tenta fazer o melhor. Eu tentei fazer o meu melhor e fui reconhecido como melhor prefeito no ranking de cidades entre 100 e 200 mil habitantes nos anos de 2018 e 2019. O Ministério da Economia considerou o nosso Portal da Transparência como o primeiro do Estado e segundo do Brasil, na classificação de cidades entre 100 e 200 mil habitantes. Foi por esses motivos que conseguimos os empréstimos.

E o Biriguiprev?

Fui o único prefeito que enfrentou o Biriguiprev (Instituto de Previdência do Município de Birigui). Quando eu assumi, acabei com incorporação, fiz alterações no Estatuto do Magistério que me renderam críticas e mexi com a progressão da Guarda Municipal. Foram medidas duras e impopulares que eu tomei. O déficit quando assumi era de R$ 478 milhões. Aderimos ao SPprev, a previdência complementar, e ainda fizemos a segregação de massas.

Trabalhei quatro anos sem sobrar R$ 1 no caixa da Prefeitura. Tínhamos uma arrecadação média de R$ 19 a 20 milhões mensais e uma dívida fixa de aproximadamente R$ 22 milhões/mês. Então, nunca fechava. Acredito que herdei cerca de R$ 60 milhões em dívidas. Nessa situação, ou você paga os funcionários ou você paga o Biriguiprev, por isso recorri aos parcelamentos, mas tudo dentro da lei. 


"O que não poderíamos era deixar esses prédios abandonados e uma estrutura asfáltica toda deteriorada. Tínhamos que dar um jeito e dinheiro para isso não tinha"

A licitação da água é uma tentativa desde 2018 da sua administração. É uma frustração terminar o mandato sem ter conseguido conclui-la?

É a maior frustração que eu tenho, porque eu fiz tudo, só faltou a água. O MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) foi favorável à licitação que vai deixar todos os canteiros centrais e praças com iluminação de LED e inteligente. 

Fizemos mais de 500 licitações em Birigui nos quatro anos nenhuma foi considerado superfaturada, direcionada ou fraudulenta. A única que falta resolver é a da água, que estamos aguardando uma decisão judicial. O TCE-SP já deu parecer favorável.

O projeto (do abastecimento) não é achismo, é técnico. Em 2007 foi feito um estudo dizendo que a melhor solução seria perfurar um poço em Birigui. Fizemos outros estudos. Foi realizada uma PMI (Proposta de Manifestação de Interesse), onde a empresa vencedora chama-se Kapex. Ela elaborou um plano em que teria que perfurar um poço e esse plano é o que vale para a cidade de Birigui.

Estudos também apontaram um problema muito sério que é poço Aqua Pérola, que precisa de reforma urgente. São mais de 20 anos de uso. Ele produzia quase 400 litros de água por hora e hoje produz 280/300 l/h. Num dia, são 2,4 milhões de litros a menos. Nessa licitação está prevista a reforma, a interligação, a setorização, várias coisas, não apenas a perfuração de um poço, mas um conjunto de obras.

Por que a Prefeitura não rompeu o contrato com a OSS Santa Casa de Birigui quando iniciaram as investigações e suspeitas de fraude?

O problema é você mudar um sistema de saúde. O que fizemos? Não é toda a OSS Santa Casa de Birigui (que apresentou problema), mas algumas empresas que prestavam serviço para ela. Nós notificamos a Santa Casa de Birigui para que, diante do que aconteceu, que ela rescindisse os contratos com as empresas que estavam envolvidas nessa operação. Nós fizemos nossa parte. Fomos diligentes. Nós bloqueamos dinheiro, glosamos. Nesse período, todo o plano de trabalho passou pelo Conselho Municipal de Saúde.

O pronto-socorro municipal é gerido pela Santa Casa, como sempre foi em todas as épocas, desde o Pedro Marin Berbel. E se a população for ver, o serviço é prestado. Se compararmos 2016 com 2020, a saúde melhorou e muito. E nesse período (de 2016 a 2020) eu fui reduzindo os valores do contrato. O que os médicos ganham hoje é menos do que eles ganhavam em 2016. Quando eu assumi a prefeitura, o IDS (Instituto de Desenvolvimento Social – OSS que gerenciou os serviços de Saúde antes da Santa Casa de Birigui) já estava aqui. Eu simplesmente aproveitei o contrato e ampliei.

Outro detalhe: abrimos chamamento público para qualificação de novas OSSs para a cidade de Birigui, vai ser em janeiro. Existia um problema na saúde? Sim, mas dentro da Prefeitura de Birigui isso não aconteceu. Ninguém foi preso na Prefeitura de Birigui como ocorreu em outras prefeituras, porque está tudo certo.

Salmeirão em frente ao novo Centro Administrativo "Leonardo Sabioni", um marco de sua gestão (Foto: Aline Galcino/Hojemais Araçatuba)

"Existia um problema na saúde? Sim, mas dentro da Prefeitura de Birigui isso não aconteceu. Ninguém foi preso na Prefeitura de Birigui como ocorreu em outras prefeituras, porque está tudo certo"

O senhor acredita que a Raio X teve um peso na sua não reeleição?

Foi a Raio X, sem dúvida, porque as pessoas não souberam separar Santa Casa de Prefeitura. Porque como eu disse, a Prefeitura não tem nada de irregular. Agora, eu não administro a Santa Casa, não faço a gestão e não indico ninguém. A Santa Casa tem vida própria desde 2016 e com certeza a operação Raio X foi o que impactou a reeleição.

E a transição, ocorreu?   

Foi feita uma reunião. Na segunda (reunião), eles (a comissão montada pelo prefeito eleito) desmarcaram, porém todos os secretários dele têm a liberdade de ir a todas as secretarias e conversar com secretários e funcionários, como têm ido. 

Os novos secretários conversam onde eles querem, na Educação, na Saúde. Hoje mesmo estava lá a futura secretária reunida com a nossa secretária e alguns médicos. Eles têm liberdade de transitar e isso nunca aconteceu na história de Birigui.

A Prefeitura de Birigui deixa dinheiro em caixa?

Temos dinheiro em caixa para custear as obras em andamento. Os repasses e a arrecadação de tributos continuam fracos. Estamos aguardando o dia 30 para fechar o balanço.

Eu trabalhei quatro anos sem dinheiro, só administrando e a cidade não parou. Administrar a cidade com dinheiro como outros fizeram, é fácil. E mesmo com todas as dificuldades, não atrasei salário de funcionário, não atrasei tíquete e ainda dei benefícios. O salário mínimo nosso era R$ 890/R$ 900. Hoje todos ganham acima de um salário mínimo e o funcionário usufrui de direitos. Quem ganhava R$ 1.045 hoje ganha R$ 1.200.

O senhor se refere à reforma administrativa?

Sim. É na história de Birigui o governo com menos cargos em comissão. Teve uma época que a Prefeitura tinha 320 cargos de comissão. Depois, caiu para 239. Quando eu assumi, eliminei 32 cargos e depois mais 100. Ficamos com aproximadamente com 100/110 cargos.

Não conseguimos fazer tudo. Mas eu impactei a vida de todos os funcionários, criando abono, aumentando tíquete. Fui o governo que mais valorizou o funcionário público de Birigui.

Quais os planos de Cristiano Salmeirão para 2021?

Acredito que encerrei meu ciclo na política. As pessoas falam que “não”, mas eu encerrei. Birigui me deu tudo aquilo que eu poderia executar como político. Fui três vezes vereador, presidente da Câmara e prefeito da cidade. Acredito que fui o único vereador que saiu candidato a prefeito e venceu a eleição. Fui eleito presidente da Câmara por unanimidade, fiz um trabalho de reorganização administrativa na Câmara e os dados e o reconhecimento vieram de órgãos que analisam a gestão pública, que me consideraram melhor prefeito em 2018 e 2019.

Eu nunca parei de dar aula, mesmo sendo prefeito. Eu vou dar início a um estudo para ingressar no doutorado e vou advogar como sempre fiz. Meu foco, a partir de 2021, é a carreira de Direito e cuidar da família, porque eu trabalhei intensamente pela cidade, fui além dos limites para conseguir dar uma nova história à cidade de Birigui. Graças a Deus até os adversários reconhecem que fui um bom prefeito. Eu sempre falei: não quero ser o pior nem o melhor, eu quero ser o prefeito que de alguma forma impactou na vida das pessoas. Eu acredito que hoje os moradores de Birigui sabem que eu impactei.

Fazer gestão pública nos dias de hoje é difícil, em virtude das mídias sociais e das ferramentas de hoje. As pessoas falam o que bem entendem, falam o que acham e difundem um monte de mentiras. Por isso eu conversando com a minha família resolvi encerrar o ciclo político.

O senhor não se colocaria na posição de uma representatividade regional?

No estado de São Paulo nós temos o Roque (Barbiere) que eu acredito que representa bem todas as cidades da região.

A política me trouxe diversas lições e esse tipo de política não serve pra mim. A minha é de proposta e não de descontruir a imagem de uma pessoa. Eu nunca fiz isso. Como vereador eu sempre fui combativo, apontava os problemas e tentava dar a solução. Muitos problemas que apontei aconteceram. Mas a maneira como se faz política hoje, pra mim, não serve. Então, resolvi parar, cuidar da minha família e desejar boa sorte ao prefeito Leandro, que ele faça um bom trabalho.

Quando eu sentei na cadeira (do gabinete) pela primeira vez eu falei: “Nossa, mas peguei a Prefeitura desse jeito!” Não adianta reclamar. Se você reclamar, você não faz nada. Você tem que lutar e vê o que você pode fazer para melhorar a vida das pessoas da cidade. Porque toda Prefeitura tem seus problemas e todo prefeito quer fazer o melhor pra cidade. Só de veículos, foram mais de 40 novos. Maquinários foram três importantes para cidade: trator esteira, escavadeira e bobcat. Então, algumas prioridades fomos elencando. Outras, você não consegue, em quatro anos é pouco. Mas trabalhamos quatro anos como se fosse 20 e nenhuma área foi deixada de lado.

Movimento cultural em Birigui não tinha. Hoje, somos reconhecidos nessa área. Atuamos em todas as áreas, mas infelizmente a população entendeu que o Leandro está mais preparado do que eu para continuar e eu respeito esse entendimento.

Meu ciclo político se encerra no dia 31. A partir do dia 1º eu sou apenas o Cristiano Salmeirão. Estou à disposição tanto de prefeito quanto de vereador, não tenho vaidade. Para mim as coisas já pararam, a política já parou. O que eu digo é “boa sorte ao Leandro, que ele faça um governo melhor do que eu fiz, porque a cidade de Birigui merece”.

Abaixo, vídeo com recado à população de Birigui

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