Apesar de Araçatuba (SP) ter recebido muitos investimentos do governo do Estado nos últimos anos, principalmente na atual gestão, o atual governador, Rodrigo Garcia (PSDB), foi apenas o terceiro candidato mais votado na cidade, entre os concorrentes, na eleição de domingo (2).
Foram 20.183 votos para o tucano, que sucedeu João Doria (PSDB), contra 23.420 para Fernando Haddad (PT) e 60.621 para Tarcísio de Freitas (Republicanos). Esses dois irão disputar o segundo turno e no dia 30 será decidido o futuro governador de São Paulo.
Como a escolha poderá ter reflexos diretamente nos investimentos feitos em Araçatuba, que mais uma vez não conseguiu eleger nenhum deputado estadual ou federal, o Hojemais Araçatuba pediu ao prefeito Dilador Borges (PSDB) que fizesse um balanço das eleições, inclusive da votação expressiva recebida pela primeira-dama, Deomerce Damasceno (União Brasil), que pela primeira vez concorreu a um cargo eletivo e teve 39.300 votos.
Leia abaixo a íntegra da entrevista:
Araçatuba não conseguiu eleger nenhum deputado, apesar da votação expressiva da primeira-dama, Deomerce, que por estrear na disputa de cargo eletivo, obteve um bom resultado, e da boa votação de Lucas Zanatta. Como o prefeito Dilador Borges analisa esse desempenho de Deomerce e o crescimento do bolsonarismo na região?
Primeiro, quero mais uma vez agradecer a Deomerce por aceitar esse desafio. Ela fez um excelente trabalho junto ao Fundo Social de Solidariedade da nossa cidade e tenho certeza de que seria uma ótima deputada. O resultado foi muito positivo, porém, insuficiente. Aproveito para parabenizar o Lucas também pela sua votação.
Quanto ao crescimento do bolsonarismo, acho natural. É um movimento que surgiu querendo mudanças e já mostrou que era forte em 2018, ocasião em que o Bolsonaro foi o mais votado em Araçatuba.
O saldo negativo é a baixa votação recebida pelo atual governador, Rodrigo Garcia, em nossa cidade, mesmo ele tendo feito grandes investimentos em Araçatuba, principalmente nos últimos anos. Foram R$ 100 milhões investidos em recape, pavimentação, galerias, fora outros benefícios como a Clínica Meu Pet, enfim, muita coisa boa foi feita. Araçatuba está em pleno desenvolvimento graças ao governo o Estado.
Como o prefeito avalia esse cenário, principalmente pensando nas próximas eleições municipais?
Rodrigo foi o governador que mais investiu nos municípios, e não foi diferente aqui. Posso te garantir que Araçatuba nunca recebeu tantos recursos do Estado como nesse período. Infelizmente ele pagou o preço da rejeição do “fique em casa!” e da polarização política do momento. Quanto às próximas eleições, é muito cedo para avaliar ou fazer apostas. A política muda como as nuvens.
O prefeito pretende, como liderança regional, demonstrar apoio a um dos dois candidatos que estão na disputa do governo do Estado no segundo turno?
Sou um homem de grupo. Não tomo nenhuma decisão sozinho, por isso, vou ouvir os colegas da região, ouvir nossos líderes estaduais, e somente depois tomar uma decisão. Não é segredo que sempre combati o PT na nossa cidade.
Qual deve ser o reflexo da eleição de qualquer um dos dois para Araçatuba, nos próximos dois anos da atual administração municipal? Acredita que algum projeto que está em andamento pode ser paralisado? Qual será a prioridade nesses dois próximos anos para a administração municipal?
Prefiro acreditar que os projetos não serão paralisados, até porque todos foram iniciados pensando no araçatubense, e não no prefeito. Vou continuar lutando com a mesma garra por Araçatuba. A diferença é que, com o Rodrigo Garcia, eu tinha a certeza que todos os projetos continuariam.
Temos muitas obras para concluir ainda, como a avenida Pompeu de Toledo, programas de recape e de pavimentação, a ligação da rodovia Eliezer Montenegro Magalhães (SP-463) ao condomínio Copacabana, a construção da Ponte Preta, continuar mantendo nossa Educação Municipal acima da média nacional e estadual, e ainda temos mais projetos para colocar em execução.
