A situação atual de 25 famílias associadas da Cooper Araçá (Cooperativa de Coleta Seletiva, Beneficiamento e Transformação de Materiais Recicláveis de Araçatuba), que seria precária e de total abandono, foi tema de questionamento na Câmara dos Vereadores.
O local de trabalho dos catadores, que fica numa área dentro do aterro municipal, não possui banheiros físicos, vestiário, refeitório, local de descanso e controle de segurança. A cobertura existente foi adquirida com recursos próprios.
Os associados também sofrem com a falta de maquinários para a execução do trabalho, como a esteira e a prensa, que foram perdidos em um incêndio no local em 2021, e ainda não teriam sido repostos. Sem as máquinas, a renda que era de aproximadamente R$ 1,6 mil a R$ 1,8 mil por família, despencou.
Contrato
Em requerimento de informações oficiais, aprovado pelo Plenário na última segunda-feira (27), o vereador Luís Boatto (MDB) questiona a Prefeitura sobre o cumprimento de cláusulas contratuais.
Em entrevista à reportagem, Boatto informou que foram retirados do contrato com a cooperativa, renovado em 2021, alguns termos que garantiriam condições mais humanizadas de trabalho, como a garantia de “espaços dignos de trabalho” e a designação de dois servidores para assessoramento e apoio na parte operacional e social da cooperativa.
