O vereador Lucas Zanatta (PV), de Araçatuba (SP), encaminhou ofício ao prefeito Dilador Borges (PSDB), solicitando que ele interceda junto ao governo do Estado, pela retomada gradual da abertura do comércio na cidade.
Para o parlamentar, a quarentena imposta por decreto, que se estende até o próximo dia 22 de abril, precisa ser revista urgentemente.
Ele considera a imposição é desproporcional, tomada sem avaliar as diferentes realidades das cidades paulistas, tratando o interior da mesma forma que a Grande São Paulo e a Capital.
Um dos argumentos usados por Zanatta para pedir a revisão da medida é que, na opinião dele, o chamado isolamento social não está ocorrendo em Araçatuba na prática, pois ocorrem grandes aglomerações de pessoas em bancos, supermercados e casas lotéricas, por exemplo.
“Infelizmente, nem o Estado e nem o município conseguiram impedir tais aglomerações e encontros. Com isso, percebe-se um grande desequilíbrio no comércio local, com imenso prejuízo para inúmeros empresários e funcionários”, cita o ofício.
Na visão do parlamentar, o fechamento imposto enfraquece muitas empresas, gera dívidas, desemprego e, por isso, é necessário haver um plano gradual de retomada do comércio e iniciá-lo o quanto antes.
Risco
O vereador argumenta ainda, que há notícias de que o coronavírus tem se espalhado mais na Capital e Grande São Paulo, sem a mesma intensidade nas cidades do interior. E que, apesar de haver cidades sem nenhum caso confirmado de covid-19, o comércio está inteiramente fechado.
“Sabemos que se este fechamento continuar haverá consequências nefastas em nossa cidade, sejam elas econômicas, sociais e de saúde, pois milhares estão preocupados com o sustento de suas famílias, afetando-os psicologicamente, aumentando a possibilidade de infartos, suicídios, depressão entre outros problemas causados por esta crise econômica”, cita.
Por fim, Zanatta alega que se nada for feito em curto prazo, haverá uma grande batalha contra o coronavírus, mas também uma crise social, econômica e de saúde bem maior, pois doenças como a dengue e a H1N1 continuam ocorrendo.