Após uma semana com uma média de 1,6 mil casos de Covid ao dia, em Mato Grosso do Sul, o Secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, disse que a previsão para os próximos dias e também os meses de junho e julho poderão ser de "mais dias terríveis", caso a população não se sensibilize com o aumento de casos e a falta de leitos.
"Chegamos ao auge, não há como avançar, porque nos faltam recursos humanos. Agora, as medidas que são necessárias são aquelas que levam a restrições maiores, para evitar essa mobilidade social tão intensa, aglomerações, uma maior fiscalização em festas clandestinas e a população nos ajudar, principalmente os mais jovens, usando máscaras, mantendo as regras de higiene e só sair se for estritamente necessário", afirmou ao G1 durante entrevista exclusiva, neste sábado (22).
Ainda conforme Resende, está faltando leitos nas principais cidades do estado, como Campo Grande, Dourados e Corumbá. "Vamos ter mortes e mais mortes porque nos faltam leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva] nestas cidades e em outras de pequeno porte. Isso mostra claramente que estamos prestes a ter um colapso na saúde em Mato Grosso do Sul", lamentou.
De acordo com o secretário, houve a confirmação de cerca de 11,2 mil novos casos na última semana no estado. "Além da média de 1,6 mil casos, as internações hospitalares estão chegando a 1,2 mil em leitos clínicos e de UTI. São mais de 220 pessoas esperando uma vaga com síndrome respiratória, com suspeita de Covid e isso mostra que o vírus está presente em todos os municípios, então, as autoridades precisam continuar fazendo decretos que levem ao isolamento social". ressaltou.
Durante a manhã, ele comentou que fez "rodada de negociações" e está aguardando a definição do hospital da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) para, em uma "maior velocidade possível", conseguir 10 novos leitos de UTI e também mais 20 leitos clínicos no HU da universidade.
"Conversamos hoje pela manhã com o prefeito, o secretário e com toda a equipe do município de Dourados. Em seguida, também conversamos com o hospital Dr. José Simone Neto, de Ponta Porã e com as autoridades sanitárias daquele município, para abrimos, imediatamente, 10 leitos de UTI e mais 20 leitos clínicos", argumentou.
Já em Três Lagoas, na região leste do estado, o secretário fala que aguarda a montagem e a colocação de novos leitos de UTI no hospital do município.
(*)G1 MS
