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Após semana com média de 1,6 mil casos de Covid ao dia, secretário de MS faz alerta para 'mais dias terríveis'

Resende ressaltou que semana encerra com cerca de 11,2 mil novos casos e faz uma alerta, explicando que está faltando leitos nas principais cidades do estado, como Campo Grande, Dourados e Corumbá

Da redação - Hojemais Três Lagoas
23/05/21 às 08h50

Após uma semana com uma média de 1,6 mil casos de Covid ao dia, em Mato Grosso do Sul, o Secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, disse que a previsão para os próximos dias e também os meses de junho e julho poderão ser de "mais dias terríveis", caso a população não se sensibilize com o aumento de casos e a falta de leitos.

"Chegamos ao auge, não há como avançar, porque nos faltam recursos humanos. Agora, as medidas que são necessárias são aquelas que levam a restrições maiores, para evitar essa mobilidade social tão intensa, aglomerações, uma maior fiscalização em festas clandestinas e a população nos ajudar, principalmente os mais jovens, usando máscaras, mantendo as regras de higiene e só sair se for estritamente necessário", afirmou ao G1 durante entrevista exclusiva, neste sábado (22).

Ainda conforme Resende, está faltando leitos nas principais cidades do estado, como Campo Grande, Dourados e Corumbá. "Vamos ter mortes e mais mortes porque nos faltam leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva] nestas cidades e em outras de pequeno porte. Isso mostra claramente que estamos prestes a ter um colapso na saúde em Mato Grosso do Sul", lamentou.

De acordo com o secretário, houve a confirmação de cerca de 11,2 mil novos casos na última semana no estado. "Além da média de 1,6 mil casos, as internações hospitalares estão chegando a 1,2 mil em leitos clínicos e de UTI. São mais de 220 pessoas esperando uma vaga com síndrome respiratória, com suspeita de Covid e isso mostra que o vírus está presente em todos os municípios, então, as autoridades precisam continuar fazendo decretos que levem ao isolamento social". ressaltou.

Durante a manhã, ele comentou que fez "rodada de negociações" e está aguardando a definição do hospital da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) para, em uma "maior velocidade possível", conseguir 10 novos leitos de UTI e também mais 20 leitos clínicos no HU da universidade.

"Conversamos hoje pela manhã com o prefeito, o secretário e com toda a equipe do município de Dourados. Em seguida, também conversamos com o hospital Dr. José Simone Neto, de Ponta Porã e com as autoridades sanitárias daquele município, para abrimos, imediatamente, 10 leitos de UTI e mais 20 leitos clínicos", argumentou.

Já em Três Lagoas, na região leste do estado, o secretário fala que aguarda a montagem e a colocação de novos leitos de UTI no hospital do município.

(*)G1 MS

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