Imagina você ir ao Posto de Saúde ou a um Banco e ninguém conseguir te entender. Essa falta de comunicação pode, com certeza, causar danos à sua saúde e prejuízos financeiro. E infelizmente esta é a realidade de cerca de 1,5 mil pessoas em Três Lagoas que são surdas.
O professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Adriano de Oliveira Gianotto, é pesquisador e cidadão atuante para regulamentar Leis que fomentem a identidade e acessibilidade de surdos e deficientes auditivos.
“Dentro da minha pesquisa percebi que não há acessibilidade para surdos em Três Lagoas, não há intérpretes nos órgãos públicos: nem no judiciário, nem em Hospitais, nem em bancos, etc”, desabafou Gianotto. O professor é surdo, por isto em seu cotidiano passa por essas questões.
Em 2018, ele buscou auxilio do Prefeito, Ângelo Guerreiro, para juntos apresentarem um projeto de Lei a Câmera Municipal, onde instituía a criação da Central de Libras (Língua Brasileira de Sinais) em Três Lagoas. A lei foi aprovada e sancionada, teoricamente a Cidade possui esta acessibilidade para os surdos, mas na prática não.
“Ainda há a ausência de tradutores intérpretes de Libras nos atendimentos públicos em Três Lagoas, por isto a Criação da Central é importante. Precisamos de interpretes bem preparados que possam nos traduzir, é um direito que temos”, explicou o professor.
