A pandemia do novo coronavírus trouxe não apenas o desafio de gerenciar quadros graves nos leitos de internação. A dedicação de equipes multiprofissionais para salvar vidas e trazer conforto aos pacientes se estende também porta afora de UBS, Unidades de Pronto atendimento e hospitais. A chamada “condição pós-covid” já é um fato e tem exigido esforços de profissionais de saúde e da gestão para atenderem a esta demanda crescente no Brasil. A informação é do Conasems ( Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde).
Segundo o órgão, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) tem investigado mais a fundo um conjunto de resquícios da doença (ou novos problemas de saúde gerados em decorrência da contaminação pelo SARS-CoV-2). As condições pós-covid geralmente manifestam-se a partir de quatro semanas após a infecção e podem acontecer em pacientes sintomáticos graves, mas também em pessoas que tiveram sintomas leves ou foram assintomáticas.
De acordo com o Conasems, um estudo que acompanhou 1.733 pessoas por seis meses após a infecção por Covid-19 em Wuhan, na China, mostrou que a maioria (76%) relatou pelo menos um sintoma nesse período posterior à fase aguda. Os mais relatados foram cansaço e fraqueza muscular (63%); dificuldades para dormir (26%); e ansiedade e depressão (23%). Além dos frequentes sintomas de fundo neurológico e psíquico, autoridades alertam também para consequências graves da covid-19 no pulmão e coração.
