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COP15 da ONU em Campo Grande deixa legado com plantio de Bosque de 250 mudas nativas e frutíferas

Espécies como manduvi, angico, sapoti e pitanga foram plantadas para atrair arara-azul; conferência também aprovou proteção ao pintado e ao tubarão-cola-fina.

Da Redação
29/03/26 às 07h51
Imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Centenas de participantes da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada em Campo Grande, construíram juntos na tarde deste sábado (28) um importante legado do encontro global: um bosque de árvores nativas e frutíferas.

“Esse é o mais importante evento de toda a COP, porque a ação importa mais e é para que ela aconteça que nos reunimos. Tem um ditado antigo que diz pensar global e agir local e é o que estamos fazendo hoje, porque todos têm um papel a desempenhar para a proteção das espécies migratórias”, afirmou a secretária executiva da Convenção de Espécies Migratórias (CMS), Amu Fraenkel.

Diplomatas, delegados dos países, representantes de movimentos ambientalistas e pessoas de todas as idades se conectaram com a terra e a natureza, alinhados ao tema "Conectando a Natureza para Sustentar a Vida". Juntos criaram o Bosque da COP15.

Espécies plantadas

Ao todo, foram plantadas 250 mudas de espécies nativas do Cerrado e frutíferas, como sapoti, pitanga, angico e manduvi, árvore muito usada pela arara-azul para construir o ninho. “A ideia é atrair a espécie que já está voltando a se aproximar da cidade. Tendo a expansão das áreas verdes com o manduvi, a arara-azul vai encontrar aqui um local seguro para fazer a nidificação”, explicou a bióloga Sílvia Ray Pereira, da Gerência de Arborização da prefeitura.

Plenária define novas proteções

Pela manhã, a plenária que antecedeu o último dia da COP15 deliberou sobre todas as demandas avaliadas pelos participantes. O consenso para os mais de 100 itens na agenda ocorreu em quase todas as deliberações feitas ao longo do encontro.

Entre as medidas lideradas ou apoiadas pelo Brasil estão a aprovação do Plano de Ação para a Conservação dos Grandes Bagres Migratórios Amazônicos e a promoção de ações concentradas internacionais para a conservação do tubarão-mangona e do tubarão-peregrino.

Após a plenária final, entrarão para as listas de proteção da CMS as seguintes espécies:

Anexo I (ameaçadas de extinção): maçarico-de-bico-torto e maçarico-de-bico-virado

Anexo II (esforços internacionais de conservação): peixe pintado, tubarão cação-cola-fina e ave caboclinho-do-pantanal

A ariranha e os petréis (grazinas) serão incluídos nas duas listas. Sem consenso, o Brasil retirou a proposta de inclusão do tubarão cação-anjo-espinhoso no Anexo II.

*Com informações da Aggência Brasil

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