Algumas pessoas que foram imunizadas com a primeira dose de Astrazeneca encontraram somente Pfizer quando buscaram pela segunda dose em Mato Grosso do Sul. A prática, chamada de intercambialidade de vacinas, foi autorizada pelo Ministério da Saúde.
Segundo Coronel Fraiha, assessor militar da Secretaria Estadual de Saúde, o Governo do Estado divulgou uma resolução no último dia 13 de setembro deste ano, informando que a medida seria adotada. Isso aconteceu por que, no Brasil, começaram a faltar imunizantes da Astrazeneca. Frahia explica ainda que o Estado não queria que a população que tomou vacina a mais de três meses sofressem prejuízo com a falta de imunizantes.
"Está permitido o uso na intercambialidade, preferencialmente da Pfizer, devido à boa resposta imune, bem como a segurança favorável considerando a importância das pessoas tomarem as segundas doses para que a gente consiga segurar uma efetividade elevada contra o coronavirus".
O assessor informou também que a decisão do Ministério da Saúde foi amparada em discussões realizadas na câmara técnica de imunização. Ele ressalta ainda que a segunda dose, mesmo que seja de fabricante diferente, deve ser administrada dentro do período de intervalo adotado para o imunizante que foi administrado na primeira dose. Por exemplo, se a pessoa tomou astrazeneca, tem até 90 dias para ser imunizada novamente, seja com a mesma vacina ou com Pfizer.
