Uma nova lei publicada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (30) reconhece a ave juruva, da espécie Baryphthengus ruficapillus , como símbolo da Mata Atlântica em Mato Grosso do Sul .
A medida tem como objetivo valorizar a biodiversidade do estado e destacar a importância da preservação da Mata Atlântica , um dos biomas mais ameaçados do país. A iniciativa também pretende ampliar a conscientização da população sobre a proteção das espécies e dos ecossistemas naturais.
De acordo com informações do g1 MS , a nova legislação também incentiva ações de educação ambiental e o desenvolvimento de pesquisas científicas e culturais voltadas à fauna regional.
Com o reconhecimento oficial, o governo estadual poderá utilizar a imagem da juruva em campanhas educativas, materiais institucionais e eventos relacionados ao meio ambiente, reforçando a importância da conservação da natureza.
Presença no estado
Segundo a bióloga Simone Mamede, em Mato Grosso do Sul a ocorrência da ave está restrita às áreas de Mata Atlântica, o que torna a espécie mais rara dentro do território estadual.
Atualmente, a Mata Atlântica ocupa mais de 3,7 milhões de hectares no estado, com destaque para regiões como a Serra da Bodoquena , as margens do Rio Paraná e áreas do sudoeste sul-mato-grossense. Esses locais abrigam importantes áreas contínuas de preservação do bioma no interior do Brasil.
A juruva é conhecida pela plumagem colorida e marcante. A espécie possui uma máscara preta na região dos olhos e manchas escuras no peito, que podem desaparecer durante o período de muda das penas.
Entre os destaques da ave estão os tons alaranjados que se estendem do bico até a nuca e também aparecem no peito. A garganta e a área atrás da máscara apresentam coloração verde-clara, enquanto a parte inferior do corpo é azul. Já as costas e as asas possuem tonalidade verde-escura com pontas azuladas.
Outro traço característico é a cauda longa, predominantemente verde com extremidade azul e parte inferior preta, o que facilita a identificação da ave em seu habitat natural.
A lei foi assinada no dia 27 de março, em Campo Grande , e entrou em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial.
