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Linha de frente no combate ao Covid-19, Rafael vive superação após ser infectado pelo coronavírus

O enfermeiro conta como foi receber o diagnostico positivo para o Covid-19.

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
25/04/20 às 08h02
Rafael testou positivo para o novo coronavírus ( Arquivo Pessoal)

Na linha de frente no combate à pandemia do novo coronavírus, o enfermeiro Rafael Guimarães de 35 anos, conversou com a equipe do Hojemais e falou como foi receber o diagnostico positivo para o Covid-19. 

HM- Como foi receber o diagnóstico da Covid-19?

RG- No primeiro momento, ao receber o diagnóstico, foi muito forte, como se tivessem tirado o meu chão e, só depois de um tempo, comecei a perceber o que estava acontecendo. Mas durante o isolamento procurei informações sobre a doença, para ter uma maior compreensão.

HM- O que mais deixou você preocupado?

RG- A minha maior preocupação era ter o conhecimento científico da doença, por ser nova, não ter muitos dados. Saber como age no organismo, reações, tratamento, mais informações. Sabemos que ainda não existe um tratamento específico e, que em alguns casos, pacientes com o vírus pode precisar de respirador, ser internado em UTI. Outro ponto, e que pessoas jovens também foram a óbito.

HM-Como foi o período de isolamento e tratamento da doença?

RG- No meu caso onde moro sozinho foi muito complicado e difícil. Não ter alguém ao lado para suportar e superar esse momento difícil e complicado onde não se  sabe o que pode acontecer por ser uma doença ainda desconhecida foi a pior parte do isolamento e o jeito que tive pra poder matar a saudade foi por ligação de vídeo chamada, sem  ela acho que teria sido bem pior. Mas eu sei que não ter alguém perto é bom pra conter a disseminação da doença e fazer com que não apareçam novos casos. Eu fiz a minha parte e não tive contato com ninguém justamente pra conter a propagação da doença.

HM- Já está curado da doença? Se sim qual é a sensação de receber a informação de cura?

RG -Cumpri com o isolamento e não apresento nenhum sintoma sendo no momento considerado pela vigilância sanitária como um caso curado e posso sair do isolamento podendo voltar a minha rotina, mas com as mesmas recomendações passadas para toda a população.  Foi uma alegria poder sair de dentro de casa e simplesmente andar pelas ruas e ver pessoas. Sendo que a primeira coisa foi dar uma volta e simplesmente ver a bela imagem que a lagoa maior nos proporciona diariamente.

HM -Qual a importância do isolamento social?

RG- Os critérios usados pelas autoridades sobre o isolamento social têm embasamento e servem para reduzir a intensidade de contaminação. Por se tratar de uma doença nova e desconhecida não se tem muitos dados do seu funcionamento, não se tem uma vacina ou tratamento específico sendo que a certeza é a sua disseminação e contágio muito rápida. É um vírus novo e por conta disso toda a população mundial é suscetível a infecção, por isso é através do isolamento que as autoridades de saúde podem combater a circulação do vírus. Por isso é importante a colaboração de cada um, ficando em casa, para seguirmos no combate à Covid-19.


HM- Tem ideia de como contraiu o vírus? 

RG- Não sei, acredito que não vou conseguir responder essa pergunta com a real certeza. Pois, estava seguindo as recomendações do ministério da saúde, de férias de um dos meus trabalhos. Estava me mantendo em isolamento social, só saindo de casa quando necessário, para ir a mercados principalmente. Assim como recomenda a OMS e como sou profissional da saúde, após sentir tosse e ter coriza procurei fazer o teste onde deu positivo.

HM- Qual conselho daria para os três-lagoenses?

RG - Nesse momento as medidas de isolamento social e de higienização individual são ainda mais importantes para evitar a circulação do vírus e o aparecimento de novos casos. Por isso cada pessoa deve fazer sua parte para que possamos passar por esse momento sem muitas perdas. Como sou profissional de saúde e tendo passado por esse dilema gostaria que os meus colegas profissionais de saúde recebessem a atenção necessária e tivessem seus EPI para que pudessem trabalhar com tranquilidade e não levar o risco de contaminação aos seus familiares.

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