25 de maio foi escolhido como a dia oficial para celebrar nacionalmente a adoção. A data homenageia o 1º Encontro Nacional de Associações de Grupos de Apoio à Adoção, que foi realizado no mesmo dia em 1996.
A partir desta data, várias ações e campanhas passaram a ser desenvolvidas com o objetivo de desmistificar e incentivar a adoção.
Apesar disso, desde o ano passado quando a pandemia começou, pouquíssimas crianças foram adotadas em Mato Grosso do Sul. Até o mês de abril, foram somente cinco. Em 2019, antes da chegada do coronavirus, 154 crianças saíram do abrigo e ganharam uma nova família. Ano passado foram somente 77.
Mesmo assim ainda é possível encontrar casais dispostos a adotar. Como é o caso da Fiscal de Caixa Viviane Caldato Ferreira de Souza e de seu marido Ricardo Irineu Muniz de Souza, motorista. Eles frequentam as reuniões de do GRAATA (Grupo de Apoio à Adoção Ato de Amor) de Três lagoas.
Ela conta que sempre quis ser mãe, amar, ensinar e dar amor para outra pessoa. Quando conheceu o marido viu que era o parceiro ideal, porque era o desejo dele também. “Depois de alguns anos de tentativas e visitas ao médico, chegamos à conclusão de que o nosso amor era tão grande que nós não podíamos esperar mais. A adoção foi o caminho que escolhermos porque sabíamos que Deus queria desta forma”.
Depois de, enfim, darem início ao processo, apesar de um pouco assustados, se aprofundaram nos assuntos que eram debatidos no GRAATA. “Aprendemos e crescemos como pessoas, aumentamos a confiança em nós mesmos e reforçamos o nosso desejo”. Atualmente eles já estão habilitados e com tudo pronto para o grande dia: “a chamada telefônica que vai nos levar para conhecer o novo pedacinho da nossa família”.
Viviane diz ainda que, quando comentaram o assunto com os demais membros da família, todos ficaram temerosos. “Nenhum de nós tinha experiência em adoção e nem muita informação. Com o tempo transmitimos conhecimento para eles e com muito amor e paciência tudo se ajeitou. Hoje todos estão unidos, ansiosos e nos apoiam”.
Até agora a Fiscal de Caixa diz que tudo tem sido uma aventura. “Fizemos a nossa parte, estamos confiantes que tudo vai dar certo. A ansiedade é a palavra que mais usamos ultimamente, mas sem perder a fé o amor”.
