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MS intensifica ações contra o sarampo após caso confirmado no Paraguai

Mato Grosso do Sul não registra casos de sarampo em 2024 e 2025, mas reforça bloqueio vacinal e vigilância ativa após confirmação da doença no Paraguai.

Andressa de Paula - Hojemais Três Lagoas
06/08/25 às 09h24
Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mesmo com a confirmação recente de um caso de sarampo no Paraguai, o estado de Mato Grosso do Sul permanece sem registros da doença em 2024 e 2025, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Cinco casos suspeitos seguem em investigação, todos sob monitoramento das equipes de vigilância epidemiológica.

Em resposta ao avanço da doença em países vizinhos, o Estado passou a integrar reuniões semanais com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde. A primeira reunião ocorreu nesta terça-feira (5), com a participação da Gerência de Imunização da SES, que busca alinhar estratégias de contenção, especialmente nas áreas de fronteira.

Desde os primeiros casos notificados na Bolívia neste ano, o Governo do Estado tem intensificado as ações de bloqueio vacinal em regiões estratégicas, como Corumbá e Ladário. Nessas cidades, foram realizadas campanhas de vacinação, busca ativa de sintomáticos, ações educativas e visitas domiciliares em parceria com o Ministério da Saúde e secretarias municipais.

Como parte dessas estratégias, foi promovido o Dia D de Vacinação em 26 de julho, com foco nas áreas de fronteira. Em Corumbá, mais de mil doses da vacina contra o sarampo foram aplicadas ao longo do mês, sendo 280 somente no Dia D. Outras vacinas também foram disponibilizadas, como contra hepatite B e Influenza. Em Ladário, 116 doses contra o sarampo foram aplicadas entre os dias 11 e 24 de julho, incluindo 70 no Dia D.

A vigilância foi reforçada com a mobilização de Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), revisão de prontuários e visitas a domicílios, para identificação precoce de possíveis casos de sarampo ou rubéola. Segundo a SES, qualquer caso suspeito deve ser notificado de imediato, e a população deve procurar atendimento em caso de sintomas como febre, manchas vermelhas na pele, coriza, tosse ou conjuntivite.

Mato Grosso do Sul não registra casos confirmados da doença desde 2020, quando houve dez confirmações em Campo Grande. Em 2019, foram quatro casos no estado. Já em 2025, o Brasil contabiliza 21 casos confirmados, sendo três importados e dois sem histórico de viagem, além de 16 registros no Tocantins.

A SES reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção e orienta a população a manter o esquema vacinal atualizado. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente em todas as unidades básicas de saúde do Estado.

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