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Operação remove cerca de 2 mil anúncios irregulares de alimentos antes da Páscoa

Além disso, as plataformas foram orientadas a preservar os dados dos vendedores irregulares, possibilitando a responsabilização civil e criminal dos envolvidos.

Da Redação
04/04/26 às 14h16
(Foto: Divulgação/ Ministério da Agricultura e Pecuária)

Uma ação conjunta entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) resultou na remoção de aproximadamente 2 mil anúncios de produtos agropecuários irregulares em plataformas de comércio eletrônico. A operação, batizada de “Páscoa Segura 2026”, foi deflagrada nesta semana.

A iniciativa teve como foco intensificar a fiscalização durante o período da Semana Santa, quando há aumento no consumo de alimentos específicos. Entre as plataformas monitoradas estão Mercado Livre, Shopee e Amazon.

Produtos com irregularidades

Entre os principais itens identificados com problemas estão:

  • Bacalhau: casos de fraude com substituição por espécies não autorizadas
  • Azeite de oliva: produtos adulterados ou vendidos por empresas sem registro
  • Vinhos e chopp de vinho: bebidas sem regulamentação ou controle sanitário

Segundo os órgãos, muitos anúncios apresentavam descrições enganosas, dificultando a identificação da origem e da qualidade dos produtos.

Fiscalização digital

A operação faz parte de uma estratégia maior de monitoramento digital, utilizando análise de dados para identificar irregularidades no comércio online. A ação integra a Operação Ronda Agro Ciber III e o programa de vigilância agropecuária voltado às fronteiras.

De acordo com o secretário-executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, André Avrichir, a remoção dos anúncios ocorreu de forma rápida, às vésperas da Páscoa, para evitar riscos ao consumidor.

Já o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou que a atuação conjunta entre os ministérios é essencial para coibir fraudes e proteger a saúde pública.

Orientações ao consumidor

As autoridades reforçam que os consumidores devem ficar atentos a preços muito abaixo do mercado e sempre verificar se os produtos possuem registros oficiais, como selo de inspeção ou autorização dos órgãos competentes.

 

Além disso, as plataformas foram orientadas a preservar os dados dos vendedores irregulares, possibilitando a responsabilização civil e criminal dos envolvidos.

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