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Setembro Amarelo: saiba reconhecer sinais de alerta

Psicólogo Flávio Arce orienta sobre prevenção do suicídio, acolhimento e quando buscar ajuda profissional

Thais Constantino  - Hojemais Três Lagoas 
14/09/26 às 09h56
Setembro Amarelo: saiba reconhecer sinais de alerta (Foto: Produzido por Inteligência Artificial)

O psicólogo Flávio Arce ,coordenador da Residência Terapêutica e professor do curso de Psicologia da AEMS, é especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial e em Saúde Mental e cuidado aos usuários de álcool e outras drogas no Brasil. Ao abordar o Setembro Amarelo , ele destaca que a prevenção do suicídio exige atenção ao sofrimento e às condições de vida das pessoas.

A campanha amplia o debate sobre saúde mental, prevenção do suicídio e busca por ajuda profissional . Para Arce, falar sobre o tema não significa tratar apenas da morte, mas compreender situações que podem tornar a vida insuportável para uma pessoa.

“Ao falarmos de suicídio, não estamos tratando apenas da morte. Trata-se, sobretudo, de refletir sobre a vida e sobre as condições atuais que a tornam insuportável para alguns.”

Sinais de alerta precisam de atenção

Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, abandono de atividades antes prazerosas, alterações repentinas de humor e doação de objetos de valor afetivo podem indicar sofrimento. Verbalizações sobre morte, desesperança ou a sensação de ser um peso também devem ser levadas a sério.

“Devemos oferecer escuta e acolhimento para, então, avaliar a possibilidade de uma tentativa ou planejamento.”

O psicólogo explica que perguntar diretamente sobre pensamentos suicidas é correto e pode abrir espaço para que a pessoa fale sobre a própria dor.

“Falar abertamente sobre o assunto permite que o indivíduo verbalize sua dor, sinta-se escutado e encontre apoio para atravessar a crise.”

Quando procurar ajuda imediata

Quando existe risco evidente, planejamento suicida, abandono do autocuidado, isolamento profundo ou perda acentuada de motivação, é necessário buscar atendimento profissional imediato . Em Três Lagoas, Arce cita a UPA para o manejo inicial da crise e orienta acionar SAMU ou Corpo de Bombeiros quando a família não conseguir conduzir a pessoa.

“É crucial não deixar a pessoa sozinha em nenhum momento, recolher materiais letais do ambiente e manter supervisão e cuidado constante.”

Para quem enfrenta sofrimento emocional, a orientação é procurar pessoas de confiança e serviços como UBS, CAPS, CAPS AD e UPA . O CVV atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia , de forma sigilosa.

“Escutar é um ato de presença. E precisamos estar ativamente presentes para transformar a realidade estrutural que adoece as pessoas.”



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