A Semana Acadêmica de Medicina Veterinária 2026 reúne estudantes em uma programação voltada à atualização profissional, atividades práticas e novas tendências da área. O evento teve início na quarta-feira (9) e encerra nesta sexta-feira (11) , com a participação dos acadêmicos .
Nesta edição, a programação tem como foco minicursos práticos nas áreas de clínica médica e cirúrgica de pequenos e grandes animais , aproximando o conteúdo aprendido em sala de aula das situações encontradas no exercício da profissão.
“O principal objetivo da Semana Acadêmica de Medicina Veterinária é promover a atualização científico-tecnológica e a integração entre a teoria acadêmica e a prática profissional.”
Atividades aproximam alunos da rotina veterinária
Entre os principais conteúdos estão cursos teórico-práticos de suturas básicas, dermatologia de cães e gatos, diagnóstico de enfermidades respiratórias em pequenos ruminantes, manejo sanitário e clínico de ovinos, acupuntura em pequenos animais e protocolos de sedação em cães e gatos .
A proposta é proporcionar uma experiência que vá além da sala de aula.
“A Semana Acadêmica de Medicina Veterinária funciona como uma ponte direta entre a teoria das salas de aula e as exigências reais da profissão.”
Essa aproximação ocorre por meio de palestras com profissionais atuantes, minicursos e workshops, discussão de casos clínicos e desenvolvimento de habilidades comportamentais. Também entram na programação assuntos ligados à comunicação com tutores e produtores, ética profissional, gestão da rotina e saúde mental no meio veterinário .
Medicina Veterinária Integrativa ganha espaço
Uma das tendências apresentadas aos estudantes é a Medicina Veterinária Integrativa , que associa tratamentos convencionais a terapias complementares, como acupuntura, moxabustão, ozonioterapia, fisioterapia e quiropraxia.
“Essa abordagem combina o diagnóstico e o tratamento alopático convencional com terapias complementares, promovendo um olhar holístico sobre o pet ao avaliar seu ambiente, nutrição e estado emocional de forma aliada aos sintomas físicos.”
A prática não substitui procedimentos tradicionais, como cirurgias e vacinas, mas busca complementá-los para favorecer a recuperação e minimizar efeitos colaterais.
Acupuntura é um dos destaques
Entre as atividades da Semana Acadêmica, a acupuntura veterinária recebe atenção especial. Segundo as informações da organização, a terapia complementar é minimamente invasiva e pode auxiliar no alívio de dores crônicas, como em casos de osteoartrite, displasia e hérnia de disco, além da reabilitação após traumas, cirurgias e paralisias.
“Acredito que a atividade que merece destaque nesta semana acadêmica é a acupuntura veterinária, uma terapia complementar e comprovada cientificamente que promove a saúde e o bem-estar animal.”
A técnica também é utilizada como suporte em doenças renais, dermatológicas e digestivas e no manejo de distúrbios comportamentais, como ansiedade. De acordo com o material, pode reduzir a dependência de analgésicos e anti-inflamatórios, contribuindo para preservar as funções renal e hepática do paciente.
Ao encerrar a programação nesta sexta-feira, a Semana Acadêmica reforça aos futuros médicos-veterinários a importância da formação contínua, da ética e da responsabilidade profissional.
“A graduação é apenas o primeiro passo: mantenham o compromisso com os estudos e a especialização contínua. A medicina evolui constantemente e exige excelência técnica, mas o sucesso profissional também depende do domínio prático da rotina — desde a gestão da carreira e atualização sobre as normas do conselho profissional até a comunicação clara e ética com os tutores. Atuem sempre com profunda empatia e jamais ignorem um animal que precise de ajuda, mesmo que o atendimento inicial seja para acolhê-lo e encaminhá-lo a um especialista adequado. Nossa profissão está intrinsecamente ligada à compaixão e à responsabilidade, pois nossos pacientes não têm voz ativa — nós somos a única proteção que eles possuem. Honrem essa missão unindo ética, preparo prático, amor e dedicação!”, relatou Maria Francisca, coordenadora do curso .
