A Semana Acadêmica do curso de Educação Física da AEMS , realizada nos dias 8 e 9 de setembro de 2026 , em Três Lagoas, reuniu estudantes, professores e profissionais convidados para apresentar novas perspectivas de atuação aos futuros profissionais da área. Ao longo dos dois dias, aproximadamente 120 participantes acompanharam palestras e atividades práticas.
Nesta edição, a programação não teve um tema único. A proposta foi mostrar aos acadêmicos que o mercado de trabalho da Educação Física oferece possibilidades que vão além das duas áreas tradicionalmente mais lembradas pelos estudantes: o ambiente escolar e as academias.
“A ideia de trazer as palestras foi mostrar que o profissional de Educação Física tem outras modalidades e outras áreas em que pode trabalhar, tirando um pouco o foco somente do contexto escolar ou de instrutor de academia. O foco foi abrir esse olhar profissional e mostrar a amplitude das áreas de trabalho”, explicou Debora Bento - Coordenadora e professora do Curso
Empreendedorismo também foi discutido
Entre os convidados esteve o professor doutor Alexandre Piccolotto , empresário da área de Educação Física que mantém clínicas em Londrina e desenvolveu um método próprio de treinamento, utilizado também na capacitação de novos profissionais.
A experiência foi apresentada aos estudantes como exemplo das possibilidades de empreendedorismo na Educação Física .
“Foi bastante interessante trazer o profissional de Educação Física com esse olhar de dono do próprio negócio, de desenvolver o próprio método de trabalho e uma metodologia. Ele trouxe essa questão de um olhar mais sistêmico e empresarial em relação à Educação Física.”
A programação também contou com o professor Rafael Silveira , formado em Educação Física e Nutrição, que apresentou a palestra “Do músculo ao metabolismo” .
O encontro aprofundou questões relacionadas a treinamento, metabolismo e emagrecimento, incluindo um assunto que ganhou espaço nos debates atuais: as canetas emagrecedoras .
“Ele mostrou a importância de o profissional de Educação Física que quer trabalhar dentro da academia se aprofundar, estudar mais e se especializar em um público específico. Não é somente ser um instrutor de academia, mas se aprofundar e ser especialista em um grupo.”
Atividades práticas aproximaram estudantes da profissão
Além das palestras, a Semana Acadêmica proporcionou experiências práticas. Uma das atividades que despertou maior envolvimento foi a oficina de vôlei adaptado .
“O vôlei adaptado foi bem interessante e eles participaram de forma maciça da prática. Eles, e até nós professores, achávamos que o vôlei adaptado era de uma forma e era totalmente diferente. Foi uma oficina bem bacana.”
Na atividade “Do músculo ao metabolismo”, Rafael também levou os estudantes para dentro da academia, permitindo que parte do conteúdo apresentado fosse vivenciada na prática.
Segundo a organização, não houve uma palestra considerada isoladamente como a principal, já que os conteúdos foram diferentes e permitiram que cada acadêmico se aproximasse da área com a qual mais se identifica.
“As três palestras foram importantes, cada uma teve sua ênfase. Como teve mais prática no vôlei adaptado, os alunos acabaram se envolvendo mais, porque eles gostam quando existe essa parte prática.”
Cerca de 120 pessoas participaram
A programação foi direcionada especificamente aos acadêmicos de Educação Física da AEMS , sem participação de estudantes de outros cursos. Nos dois dias, foram aproximadamente 90 a 100 alunos, além dos professores da instituição e três palestrantes convidados, chegando a uma média de 120 participantes .
Para a organização, o contato com profissionais externos contribui para complementar os conteúdos teóricos e práticos trabalhados durante a graduação.
“Essa troca dos palestrantes com os acadêmicos enriquece e fortalece ainda mais aquilo que trabalhamos no nosso dia a dia dentro das salas de aula, mostrando para eles o tamanho do papel que o profissional de Educação Física tem na nossa sociedade.”
A Semana Acadêmica também procurou ampliar a percepção dos estudantes que chegam à graduação associando a profissão principalmente ao esporte, às crianças ou à prática de exercícios.
“Quando a gente traz essas novas visões e propostas de como a Educação Física está inserida no mercado de trabalho, eles começam a ter essa amplitude e percebem que a Educação Física não é só aquilo que imaginavam. A gente mostra essas inúmeras possibilidades.”
