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Cotidiano

Verdades de Isabel Fiorese

Quando as vendas da ignorância se rompem, seguimos sinergicamente, prontos para a construção de um Brasil melhor.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas 
08/06/19 às 09h10

Às vezes percebo que as pessoas, me incluindo é claro, sentem dificuldades em terem certezas. Dificuldades em descobrirem suas verdades perante a quase tudo na vida, e o que é pior, assumirem que se sentem indecisas ou inseguras em relação às questões existentes no nosso meio, seja ela, política, social ou cultural.

Percebo que hodiernamente essas pessoas estão tão preocupadas em se exibir, defendendo o que a sociedade considera "politicamente correto", que ficam em termos alienadas, sem mensurar que o politicamente correto só existe com total integralidade: ou no papel ou para o outro – Assim sendo, é aquilo que meu pai já dizia: cada um tem a verdade que lhe é conveniente.

Vejo com preocupação certa radicalização até entre os mais intelectualizados, que assumem posturas arrogantes através de escritas e discursos inflamados, cobrando seja da sociedade, seja dos políticos, ações pra ontem. Ações tão imediatas e com retornos tão fora da realidade, que me tomam em dúvidas se essas criaturas realmente são brasileiras! Se conhecem tão bem as soluções, por que até agora não arregaçaram as mangas e foram à luta?

Se nos permitirmos mergulhar além de meros casuísmos, além do campo perfunctório, quem são esses alienados, verificaremos que a maioria estudou em universidades particulares e provavelmente, alguns, não saberiam nem pegar um ônibus para ir ao trabalho. Fazer um trabalho voluntário então, sequer lhes passou pela cabeça. Pudera!

Nesse ponto, cabe sintetizar: onde eu quero chegar com todo esse discurso. Simples. A ideia central queda em sugerir que as cabeças intelectualizadas desse país, parem de ficar seguindo padrões repetitivos do tipo "somos vítimas do sistema".

E nesse discurso improbo de “o país não vai pra frente porque somos governados por corruptos; a educação das escolas é de péssima qualidade; o SUS está na UTI; a gasolina vai subir, etc.”, devemos agir na contramão dessa problemática. Ao invés de ficarmos o tempo inteiro buscando respostas para a questão: "Por que o Brasil está em crise?” Pelo amor de Deus, vamos usar o bom senso e reformular a pergunta para "Como eu posso ajudar meu País a sair da crise"?

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Dessa forma, a probabilidade de se encontrar soluções simples que nós mesmos podemos colocar em prática, são muito maiores, inclusive, se essas ações forem coletivas, vez de individuais. Minha gente, sairemos dessa tempestade muito mais rápido que se possa imaginar.

Proatividade, é disso que precisamos: de proatividade, de romper com a crença de que somos vítimas. Ora, somos nós que traçamos nosso destino através de nossas próprias escolhas.

Se começarmos a semeadura, colheremos ao tempo certo. Se os profissionais afetos da área de educação dedicarem um pouco do tempo livre, (e se você disser que não tem, estará se eximindo do problema), auxiliando de alguma forma na melhoria da qualidade de ensino de alguma escola pública, já estará contribuindo com uma melhor formação educacional, que aliás, eu particularmente, considero como a melhor alternativa para conseguir mudar nosso País, desenvolvendo inteligências e cabeças pensantes que acima de tudo se direcionem para o bem coletivo em detrimento do individual.

Profissionais da área de saúde, podem contribuir como voluntários, fazendo palestras de conscientização em questões relacionadas à prevenção de doenças, uso de álcool e drogas, planejamento familiar etc., e a médio prazo, se desobstruiriam as filas dos postos de saúde.

Profissionais da área de Educação Física e Artes, podem auxiliar promovendo ações de incentivo à prática de esportes e Artes nas escolas e até ginástica em praças públicas para idosos, isso diminuiria a incidência de doenças de fundo emocional. e despertaria o interesse dos jovens, afastando-os do mundo das drogas.

Profissionais da área Financeira, que tal aplicar projetos de orçamento doméstico e empreendedorismo para a comunidade? muitos desempregados veriam novas possibilidades de ter um rendimento e as famílias saberiam economizar, diminuindo as inadimplências.

Até agora não sugeri, absolutamente nada que envolvesse grandes investimentos financeiros, mas apenas, boa vontade e disposição de todos para formar um grande time de voluntários a aplicar um trabalho de base, visando que projetos maiores, desenvolvidos pelos técnicos do governo apresentassem resultados mais positivos e satisfatórios.

Se você acha que todas alternativas acima, é responsabilidade apenas e tão somente do governo, porque você já paga seus impostos, então, meu caro, você é realmente uma toupeira, e seu lugar é lá na reserva destinada a elas, porque ainda não conseguiu visualizar que vivemos num tempo, onde não existe mais espaço para pessoas que ficam esperando as coisas caírem do céu. Em alguns lugares do Brasil, nem chuva está caindo mais, imagina soluções mágicas que vão resolver problemas complexos a curto prazo.

O nosso Brasil precisa de pessoas intelectualizadas que não se prendam apenas em teorias acadêmicas, mas que conheçam a realidade e as necessidades do país apresentando projetos e ações factíveis, simples, sem ônus para o erário que está com as parcas reservas comprometidas e sem previsão de crescimento a curto prazo, gerando condições de investimentos e melhoria futura.

Participar de passeatas e manifestações cheias de exigências sem cabimento, de raso saber, sem analisar e conhecer a dura realidade que estamos atravessando é chover no molhado, contribuindo para a paralisação e estagnação do desenvolvimento. Essas ações apenas influenciam as camadas menos favorecidas de conhecimento, a continuarem exigindo favorecimentos que só implicam em assistencialismo, cuja consequência põe o Brasil em processo de falência, ao passo que serve tão somente para sorver um problema imediato e não para ser a diretriz política permanente que tanto precisamos.

Eu sou da opinião que não se deve dar o peixe, mas sim a ensinar a pescar. O povo não quer ser humilhado indefinidamente vivendo de doações, ele quer é ter um trabalho que o permita viver com dignidade, mas para se chegar a esse patamar, é preciso que o País cresça, que o povo tenha maturidade para compreender que um País não se faz sozinho, que cada um DEVE fazer sua parte.

Para você que está lendo esse artigo não pensar  que sou mais uma que vive de falácias, digo-lhe que:

- Estudei em escolas públicas e paguei minha Faculdade às custas do antigo “crédito educativo”;

- Comecei a trabalhar aos dez anos de idade para ajudar meus pais a criarem meus nove irmãos;

- Não sou rica, hoje sou aposentada;

- Aprendi com meus a pais a fazer trabalho voluntário e sou voluntária há mais de 35 anos;

- Não sou filiada a nenhum partido, apesar de ser simpatizante do Partido Novo;

- Faço parte da classe de intelectuais operantes, pertenço a Academia Feminina de Letras, Artes e Cultura de MS;

- Realizo um projeto junto a População em Situação de Rua, em Campo Grande (MS).

- Não perco uma oportunidade de praticar a Filantropia.

Detalhe, eu não sou melhor que ninguém em nada. só decidi não ingressar na eira do vitimismo, pois entendi que sou mais que mera abstração de país, de povo e de sociedade. Quando as vendas da ignorância se rompem, seguimos sinergicamente, prontos para a construção de um Brasil melhor.

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