(Foto: Divulgação/Faeb)
O Governo Federal lançou nesta quinta-feira (19) o novo
Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE)
, iniciativa que promete ampliar o acesso ao crédito para
micro, pequenas e médias
empresas exportadoras em todo o país.
A medida foi anunciada pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF).
O novo instrumento financeiro tem como principal objetivo facilitar o financiamento das exportações brasileiras, especialmente para empresas de menor porte que enfrentam dificuldades para obter crédito junto às instituições financeiras.
Crédito antes mesmo da exportação
Uma das principais novidades da modalidade MPME+, criada dentro do FGCE, é a possibilidade de as empresas acessarem crédito garantido antes mesmo da assinatura de contratos de exportação.
Na prática, isso permitirá que empresários utilizem recursos para capital de giro, compra de insumos, ampliação da produção e preparação para atender futuros mercados internacionais.
Além disso, o prazo de apoio às operações de pré-embarque foi ampliado de 180 para até 720 dias, oferecendo maior segurança para o planejamento financeiro das empresas.
Micro e pequenas empresas dominam número de exportadores
Embora representem cerca de 69% das empresas exportadoras brasileiras, as micro, pequenas e médias empresas respondem por apenas 6% do volume financeiro exportado pelo país.
A expectativa do governo é que o novo modelo contribua para aumentar a participação desses empreendimentos no comércio exterior, ampliando sua competitividade e inserção internacional.
Outra vantagem do FGCE é a
simplificação
do processo de análise das operações. A modalidade MPME+ trabalha com avaliação por carteira, reduzindo a necessidade de aprovação individual de cada financiamento.
Com isso, o processo se torna mais rápido, menos burocrático e mais acessível para os empresários.
Poderão acessar as garantias empresas com faturamento bruto anual de até R$ 300 milhões, desde que possuam histórico de atuação no mercado externo e atendam aos critérios de elegibilidade definidos pelo programa.
Com a entrada em operação do fundo e a habilitação das instituições financeiras parceiras, o governo aposta no fortalecimento das exportações, na geração de empregos e no aumento da competitividade das empresas brasileiras no mercado global.