Salas sem iluminação e oscilações no fornecimento de energia marcaram a votação em diferentes pontos de Mato Grosso do Sul neste domingo (4) . O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) informou que pelo menos nove cidades registraram quedas de energia, mas que as ocorrências não interrompem o funcionamento das urnas eletrônicas.
Em Dourados , toda a aldeia Bororó ficou sem eletricidade. Na aldeia Jaguapiru , o problema atingiu parte da comunidade e levou eleitores a votar no escuro.
Foi o caso do agricultor Jonas Valério , que compareceu à Escola Municipal Tengatui , na Jaguapiru. Mesmo com a dificuldade para enxergar no ambiente, ele conseguiu registrar todos os votos.
“Foi meio difícil porque está escuro, está sem energia, mas consegui votar em todos os candidatos”, relatou.
Escola Tengatui, na aldeia Jaguapiru, foi afetada pela interrupção de energia. Foto: Nádia Nicolau.
Quedas de energia também atingem distritos e assentamento
Além de Dourados, foram registrados problemas em Iguatemi, Ponta Porã, Angélica, Bataguassu e Brasilândia . A relação inclui ainda Jateí e o distrito de Nova Esperança , Corguinho e o distrito de Fala Verdade , além do Assentamento Mutum, em Ribas do Rio Pardo .
Na capital, uma eleitora relatou que a luz caiu e voltou ao menos três vezes na Escola Municipal Rachid Saldanha Derzi , localizada no Jardim Noroeste , em Campo Grande.
Baterias mantêm as urnas funcionando
A continuidade da votação é assegurada pelas baterias internas das urnas eletrônicas , cuja autonomia é de aproximadamente 12 horas , segundo o TRE-MS.
Em nota, o tribunal afirmou que as condições climáticas não impedem a realização da eleição. Também informou que a Energisa foi comunicada e está ciente dos registros de chuva e das ocorrências pontuais de falta de energia em Campo Grande.
O TRE-MS acompanha os problemas e aplica os procedimentos de contingência previstos para garantir que os eleitores possam votar normalmente, mesmo durante as interrupções no fornecimento.
