A novela da construção de um Porto Seco em Três Lagoas já dura anos, porém até agora não saiu do papel, e foi alvo de inúmeras reportagens no Hojemais. No mês passado, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, convidou o prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro, para participar de uma reunião para tratar sobre os avanços do Porto Seco do município.
O prefeito participou da reunião e disse acreditar na concretização desse projeto que irá beneficiar não só o município, como todo o Estado, pois deverá atrair investimentos de outros segmentos, favorecendo o potencial econômico de Mato Grosso do Sul.
O movimento para que a estação aduaneira fosse implantada em Três Lagoas começou em 2009, depois que a Fibria deu início ao seu projeto com a primeira linha de produção de celulose do local. O município que já contava com um distrito industrial bastante desenvolvido, e, dessa forma, exportador significativo do setor têxtil e siderúrgico, passou também a exportar grande volume de celulose.
Em 2012, quando a Eldorado Brasil foi inaugurada, a prefeitura elaborou estudo de viabilidade da implantação em Três Lagoas, que apontou a alfândega no município como solução para diversos gargalos logísticos do Porto de Santos, principalmente no que se refere a custos de descanso.
Porto seco é um terminal intermodal terrestre diretamente ligado por ferrovia, rodovia e, em alguns casos, também aeroporto. Sua vantagem é proporcionar mais rapidez no processo de desembaraçamento aduaneiro das operações de exportação e importação.
