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Hojemais 20 anos: O perigo dos temporais

Um grande número de pessoas ficou desalojado, devido à intensidade e velocidade dos ventos que atingiram 110 quilômetros por hora.

João Maria Vicente - Hojemais Três Lagoas
26/12/20 às 13h29

No dia 27 de setembro deste ano completaram-se 10 anos do temporal que castigou Três Lagoas deixando um rastro de destruição por todos os cantos da cidade. Um grande número de pessoas ficou desalojado, devido à intensidade e velocidade dos ventos que atingiram 110 quilômetros por hora. Isto, além da chuva de granizo e descargas elétricas.

Na ocasião, 94 residências foram destruídas, além de escolas, postos de saúde, postos de combustíveis, quadras de esportes e semáforos, entre outros. Houve uma vítima fatal: Aparecida de Souza Dias, 58 anos, que morreu quando o teto de sua casa desabou.

Os bairros mais atingidos foram Chácara Imperial, Vila Haro, Eldorado, Maristela, Santa Terezinha, Santos Dumont, Interlagos, Lapa, Nossa Senhora Aparecida, Centro, Santa Luzia, Paranapungá, Acácias, Centro e Distrito Industrial.

Ao todo 15 pessoas sofreram ferimentos leves, 15 desabrigadas, duas com ferimentos mais graves e uma morte. Além disso, dezenas de edificações públicas que foram danificadas.

Na época, a Prefeitura Municipal decretou estado de emergência em Três Lagoas.

Mas os problemas que Três Lagoas enfrenta com intempéries não se limitam aos causado na fatídica data de 27/9/2010. Na verdade, há décadas e décadas alguns bairros são atingidos por fortes temporais, o que causa inundação no interior das residências, obrigando, inclusive, moradores a deixarem suas residências. O resultado sempre é perda de roupas, móveis, eletroeletrônicos e utensílios domésticos. O local mais conhecido é a baixada do Alvorada, mas também várias outras localidades são sempre atingidas como, por exemplo, o final do Bairro Interlagos, a Rua Yamaguti Kankit e adjacências, a Vila Haro, o Jardim Dourados, Vila Alegre, nas proximidades do Parque de Exposições Joaquim Marques de Souza e no Paranapungá, especificamente a Rua Antônio Estevão Leal, entre outros.

É importante enfatizar que esses problemas podem estar com os dias contados, graças ao projeto do prefeito Angelo Guerreiro para a execução das tão necessárias obras de macrodrenagem nas principais pontos críticos. Aliás, o trabalho já começou pelo Jardim Dourados. 

 

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