Em junho de 2016, o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro foi palco de um recorde mundial logo na primeira competição oficial realizada no local. É que a três-lagoense Silvânia Costa estabeleceu a melhor marca da história do salto em distância classe T11 (cego total).
A atleta registrou a marca de 5,34m. Em todos os seus saltos válidos, Silvânia obteve performances superiores aos 5,21m estabelecidos pela espanhola Purificación Ortiz, em 1997. No entanto, por causa da influência do vento (acima de 2 m/s), duas delas não puderam ser ratificadas como recorde. Os 5,34m transformaram a atual campeã mundial da prova na mais nova recordista mundial.
Mas em 2019, a atleta foi flagrada no antidoping, o que a deixou fora das competições subsequentes, até que o caso seja julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem. Ela garante inocência e seu advogado recorreu da decisão.
A metilhexanamina, também conhecida como dimetilamilamina (DMAA), é classificada como suplemento alimentar nos Estados Unidos, mas está na lista de substâncias dopantes da Agência Mundial Antidoping. A DMAA é um estimulante usado para emagrecer e aumentar o rendimento atlético.
Silvânia Costa perdeu toda a visão por conta da Doença de Stargardt, enfermidade genética associada a degeneração da retina. No currículo, além do ouro no Rio de Janeiro, a atleta da classe F11 também possui um ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015 e o título do Mundial de 2015, no Catar.
