O boom industrial em Três Lagoas aconteceu na gestão do prefeito Issam Fares com a implantação da Mabel e Nelitex, entre outras. A industrialização do município avançou durante as gestões dos prefeitos Simone Tebet, Márcia Moura e Angelo Guerreiro e, hoje, pode-se dizer: a cidade está consolidada como um polo industrial.
O termômetro a testificar que Três Lagoas passou a ser município industrializado e não mais apenas focado pecuária, é que as plantas passaram a ser instaladas não apenas em um único parque industrial, sendo necessária a aquisição de uma nova área, às margens esquerda da BR-158, no sentido de quem vai para Brasilândia.
E o Hojemais sempre esteve presente, acompanhando de perto esse desenvolvimento, com amplas coberturas em todas as inaugurações.
O auge do processo industrial se deu, inicialmente, por ocasião da implantação da fábrica de papel e celulose, International Paper e VCP – que posteriormente viria a se tornar a Fíbria, que mais recentemente se fundiu a Suzano. Depois veio Sitrel, a UFN-3 e, finalmente, a outra fábrica de celulose, Eldorado Brasil e a segunda planta da Suzano.
A cidade ganhou também a Sitrel, do Grupo Votorantim Siderurgia, a primeira indústria do ramo a produzir vergalhões de ferro para a construção civil no estado de Mato Grosso do Sul. O empreendimento industrial contou com investimentos de R$ 270 milhões.
Vale lembrar que o Hojemais esteve presente também na inauguração da Termelétrica Luiz Carlos Prestes, cuja inauguração contou com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que depois voltou a uma visita às fábricas da IP/Fíbria.
Mas nem tudo são flores. Se, por um lado, a cidade experimentou uma expansão industrial que promoveu um crescimento meteórico, o que pode ser visto através do aumento populacional e geográfico, por outro, não foram poucos os grandes empreendimentos que fracassaram e outros que nem sequer chegaram a ser concluído. É o caso da UFN-3, unidade de fertilizantes da Petrobras que começou a ser construída no Distrito Industrial II em 2011, paralisou as obras em 2014 e o seu esqueleto está lá “entregue à ferrugem”.
Teve também as fábricas que funcionaram por alguns anos, mas que depois sucumbiram e outras que, apesar de grande pompa no lançamento da pedra fundamental, como a Skinchariol, que nunca vingou. Outro projeto frustrado foi da cervejaria que viria para a cidade, que até havia ganhado uma área, mas foi retomada para o município. Além destes projetos, tem ainda a Mabel, a Nelitex e a Gurgel, que encerraram suas atividades.
Ainda em relação ao Desenvolvimento Econômico do município, recentemente, em entrevista à imprensa local, o titular da Pasta disse que Quatro indústrias já instaladas em Três Lagoas projetam ampliar suas atividades e que uma empresa do ramo de formulação de combustíveis líquidos para obtenção de gasolinas e óleo diesel, a partir da mistura de hidrocarbonetos, pretende instalar uma unidade fabril no município. O investimento seria da ordem de R$ 20 milhões.
Unir
No ano passado, a cidade recebeu a instalação da fábrica de papel Tissue: a Unir Indústria e Comércio de Produtos Higiênicos Ltda, com capacidade para a produção de 65.000 toneladas. A sua atividade principal em TL é a fabricação de papel higiênico folhas simples, duplas e triplas; toalha de cozinha e guardanapos folhas simples e duplas, chegando a aproximadamente 300 mil toneladas ano.
Metalfrio
Por fim, inaugurada em Três Lagoas em outubro de 2006, a Metalfrio Solutions é a maior fabricante de produtos para refrigeração comercial na América Latina. Em TL ocupa 8,2 mil m2 de área construída. Em abril deste ano a empresa dispensou cerca de 200 colaboradores que tinham sido contratados no começo do ano para trabalhar na expansão da produção, que não ocorreu por causa da pandemia da Covid-19. Em outubro, porém, voltou a produzir e a abrir vagas de emprego.
