A atleta Silvania Costa, 34, está dentro dos Jogos Paralímpicos 2021, que acontece no mês de agosto, em Tóquio, no Japão. Ela está treinando para competir no salto à distância e aguardando a convocação oficial que deve sair entre o dia 12 e 15 de junho.
Recentemente, Silvania recebeu um convite da Seleção Brasileira Paralímpica e está hospedada e em isolamento social em um hotel dentro do Centro Paralímpico da Imigrantes, em Jabaquara (SP). “Depois e quase dois anos parada eu voltei aos treinos. Ganhei condicionamento e força. Nesse período não tenho visto minha família, passei meu aniversário, sozinha. Estamos na reta final e está sendo preciso ter muito foco, dedicação e cuidados, principalmente por causa da pandemia do novo coronavírus. Se algum de nós que estamos treinando formos contaminados pela covid-19, estaremos fora das pistas”, explicou.
Antes disso, ela esteve em Três Lagoas. No início da pandemia, apesar de toda a dificuldade, ela improvisou os treinos. “Eu estava na fazenda com minha família. Usava saco de areia, corda, porque não tinha equipamento. Mas não parei, continuei a me preparar”, contou.
No centro de treinamento, os treinos estão acontecendo duas vezes ao dia. Ao longo da manhã e à tarde. “Recobrei meu ritmo de treino. Está bem puxado. O cansaço físico e a dor muscular são constantes diariamente, mas todo o esforço vai valer a pena. É meu trabalho e eu espero que traga bons resultados. Que eu traga a medalha de ouro para nosso país, para nossa Três Lagoas”, vibrou.
Silvânia está recebendo todo o suporte para que os resultados de sua participação nas Paralimpíadas sejam um sucesso. No Centro de Treinamento que é referência nacional, ela conta com equipe de médicos, fisioterapeuta, massoterapeuta, nutricionista, psicólogo, entre outros profissionais técnicos na área do esporte, além de academia e piscinas. Tudo para que ela, como atleta, alcance alto rendimento.
As Paralimpíadas aconteceriam em 2020, mas foi adiada por conta da pandemia, o que favoreceu que a atleta garantisse sua vaga. “Uma lesão ou mesmo ser contaminada pelo vírus poderia me deixar fora da competição. Tóquio é hoje o maior desafio da minha carreira. Eu estou com frio na barriga, mas muito feliz por essa oportunidade e quero repetir o resultado das Paralimpíadas do rio e trazer medalha de ouro para o Brasil”, pontuou Silvania.
