Este programa Viver Mais, da TV Web Hojemais, é dedicado a importância da reabilitação oral para qualidade de vida.
E a entrevistada que vai nos orientar e tirar dúvida é a doutora Célia Tosta Fernandes, que é especialista em próteses e implantes.
Viver Mais – O que é a reabilitação oral e qual a importância?
Dra. Célia Tosta Fernandes – A reabilitação oral é uma área da odontologia onde se considera várias especialidades com o intuito de restabelecer não apenas a estética, mas principalmente a funcionalidade da saúde bucal do paciente.
O próprio nome diz: reabilitar, ou seja, reaver aquilo que foi perdido. Então, o profissional que atua nessa área lança mão de várias especialidades, desta forma é necessário ter uma visão multidisciplinar para devolver ao paciente a funcionalidade bucal: a mastigação, a estética e consequentemente o convício social desse paciente.
Quando o paciente tem perdas dentárias há uma desorganização no que chamamos de sistema estomatognático, que envolve não só os dentes mas também os músculos e as articulações temporomandibular.
Quando o paciente perde um dente, mesmo que apenas um, ao longo do tempo pode haver uma desorganização total desse sistema.
Viver Mais – Na reabilitação oral há vários procedimentos, dentre eles a prótese total. O que é a prótese total?
Dra. Célia Tosta Fernandes – É quando um paciente perdeu todos os dentes. Assim esse paciente conta com o suporte ósseo e gengival para apoiar a prótese.
Isso não significa que essa prótese seja menos importante ou menos complexa, ao contrário, pois dentro da reabilitação oral nós restabelecemos toda a condição do que a gente chama de sistema estomatognático.
Por isso, essa prótese tem que ser feita com todos os cuidados e seriedade, pois essa prótese não vai só fazer a devolução dos dentes, trabalhamos também com a musculatura, principalmente com a articulação temporomandibular.
Viver Mais – Quando uma prótese total pode agredir a articulação temporomandibular?
Dra. Célia Tosta Fernandes – Quando ela não é feita adequada ao cada paciente, por exemplo, quando ela é mais alta ou mais baixa. Isso vai causar algum dano muscular, acarretando danos em ligamentos, podendo gerar danos mais sérios como a cefaleia.
Então, quando se realiza uma prótese total, tem que se preocupar com a funcionalidade, com a estética, com a fonética – se o paciente irá falar bem com essa prótese – e principalmente com o conforte e segurança. Essa prótese não pode ficar caindo, principalmente para não causar danos ao paciente.