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“Abril Laranja” marca Luta contra os maus tratos animais

Em Três Lagoas, no ano passado sete pessoas foram presas em flagrante maus tratos.

Ana Carolina Kozara - Hojemais Três Lagoas
06/04/19 às 12h05

Pouca gente sabe, mas o mês de abril é dedicado à prevenção de maus tratos contra animais. O “Abril Laranja” foi criado pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade a Animais (ASPCA).

Quem nunca assistiu a um vídeo de maus tratos a animais e se revoltou nas redes sociais, ou ouviu o comentário de uma tia, uma amiga ou uma vizinha contando que cães e gatos estão sendo envenenados no bairro onde vivem? Casos como estes acontecem todos os dias em Três Lagoas, mas não são refletidos nas estatísticas da Polícia Militar Ambiental (PMA), uma vez que as pessoas não procuram o órgão competente para denunciar os crimes.

No Brasil, a Lei federal 9.605/98, define que a pessoa que matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota mitigatória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente ou em desacordo com a obtida podem ser condenados à detenção que varia de seis meses a um ano e multa.

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Mas para que as punições sejam aplicadas é importante que as pessoas denunciem os casos de maus tratos. De acordo com Vianês, comandante da PMA de Três Lagoas, no ano passado sete pessoas foram presas em flagrante e autuadas administrativamente, já em 2019, até o final do mês de março foram dois flagrantes.

As protetoras de Três Lagoas recebem dezenas de denúncias todos os dias, de acordo com Charlene Bortoleto é importante que as pessoas entendam que maltratar um animal não se limita a bater no bicho, é também deixá-los sem água, sem comida, acorrentado ao sol, em resumo, não dar uma vida digna.

A protetora disse que é importante fazer às denúncias, mas que precisam coletar provas em fotos ou vídeos para apresentar à polícia. Em entrevista ao Hojemais, a protetora disse que algumas pessoas preferem denunciar os casos à algum membro da ONG por medo de retaliação do autor, isso porque na maioria das vezes são vizinhos ou pessoas próximas.

Charlene contou que que os membros do grupo estão disponíveis para ajudar aos animais e a população pode entrar em contado com a ONG que receberam a orientação do que fazer e caso necessário uma protetora vai auxiliar na denúncia.

Vandressa Borges, que também atua como protetora em Três Lagoas, disse que este ano não tiveram tempo hábil para organizar um evento especifico em alusão ao abril laranja, mas que neste sábado (6) participam da expo saúde, falando a respeito de animais com leishmaniose e como eles podem ter uma vida saudável e normal com o tratamento adequado

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