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Advogado três-lagoense detido em Fernandópolis vai para prisão domiciliar

Jovem advogado foi preso suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas.

Ana Carolina Kozara - Hojemais Três Lagoas
25/07/19 às 09h32

Preso durante uma operação da Dise (Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes) de Fernandópolis há um mês, um advogado três-lagoense que estava detido na penitenciária de Guarani d´Oeste, recebeu o benefício de ser custodiado em prisão domiciliar. A decisão foi da 13ª Comarca Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo na última semana.

De acordo com nota da Conjur, a decisão determinou que o profissional fosse transferido para uma sala de Estado Maior e em caso de não haver estabelecimento deste tipo na região, o advogado deveria ficar em ´prisão domiciliar.

 O advogado foi transferido para a sala dos carcereiros, existente na cadeia pública, porem foi expedido oficio salientando as dificuldades de manter o preso no local sem expor a segurança interna da cadeia. Diante dos ocorridos, a defesa solicitou e a prisão domiciliar foi acatada.

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Entenda o caso

Conforme foi divulgado pela polícia na ocasião, dois advogados de Três Lagoas foram acusados de associação ao tráfico de drogas e o envolvimento teria sido descoberto através de escutas telefônicas. Os dois estariam sendo monitorados desde 2018 depois que uma operação realizada em Fernandópolis prendeu 20 pessoas.

Nessa mesma operação, 20 quilos de drogas foram apreendidos em uma chácara no município de Votuporanga. Um rapaz chegou a levar um veículo GM/Vectra a Três Lagoas com o recibo preenchido no nome do ex-assessor parlamentar e voltou com os 20 quilos. 

Ainda não há informações se o advogado tem ligação com o tráfico ou a entrega do veículo foi para pagar honorários advocatícios. 

A defesa afirma que o advogado, membro da Comissão da jovem advocacia da OAB-MS, que o jovem foi preso após comprar um carro e o vendedor seria traficante de drogas.

Na decisão, o juiz não comunicou a OAB, contrariando obrigação prevista no Estatuto da Advocacia. E o advogado foi alocado em uma cela comum, na delegacia de polícia. Lá, chegou a tentar o suicídio.

O Conselho Federal da OAB, além das seccionais de São Paulo e Mato Grosso do Sul e da subseção de Três Lagoas, impetraram pedido de Habeas Corpus em favor do advogado.

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