O médico Rodrigo Gatto, três-lagoense de coração, recebeu uma linda homenagem nesta terça-feira, 24, no Distrito de Arapuá, distante 45 quilômetros de Três Lagoas.
Gatto chegou a Arapuá para realizar atendimentos quando recebeu a informação de que a algumas crianças estariam com um possível quadro de virose, mas tudo não passou de uma ‘pegadinha’.
O médico foi surpreendido por alunos e professores da Afonso Francisco Xavier Trannin com uma linda homenagem. Gatto é referência em atendimento humanizado.
Como forma de agradecer o carinho, Gatto, postou uma foto com todas as cartinhas que recebeu em seu Facebook.
“E de repente você chega para atender seus pacientes e recebe das crianças inúmeras cartinhas de agradecimento, muito lindo!!!! Obrigado”, escreveu o médico
SIMPLICIDADE
Filho de José Roberto Gatto - 59 anos, e de Maria Ester Gonçalves - 56 anos,, Rodrigo nasceu no ano de 1983, na cidade de Junqueirópolis - na época, o caloroso município do interior de São Paulo, possuía pouco mais de dez mil habitantes. A amistosa cidade, continua pequena em sua população - com vinte mil Junqueiropolenses - mas grande nas lembranças que ele guarda com carinho. “Tive uma infância simples...Sem muito luxo! Soltava papagaio, jogava bola na quadra da escola vizinha, andava de bicicleta, jogava bola descalço na rua e sempre arrancava o ‘tampão’ do dedo...Chegava atrasado, ficava de castigo...Essas coisas” - ele ri nostálgico.
O pai era profissional liberal e a mãe formada em Letras, a família possuía regras e sistemáticas - que hoje, ele considera ter sido importante para a sua formação pessoal e profissional. “Minha juventude foi regrada...Mas bem abençoada. Tenho muito respeito e gratidão pelos valores que herdei dos meus pais”.
O amor pela medicina vem desde a infância - aos seis anos já dizia que seria médico, confiante de que o sonho se realizaria...E realizou! Mais do que examinar, diagnosticar, tratar...Rodrigo trabalha com outro verbo, de grande valor nas consultas e atendimentos de saúde - o de ouvir. “Prezo por um atendimento humanizado...E é até complicado, porque os pacientes tem o meu telefone.Risos!”.