AO VIVO
Geral

Aos 83 anos, Tereza sonha reencontrar irmãos que não vê há mais de seis décadas

Moradora de Três Lagoas, ela guarda na memória lembranças da infância em Rubiácea (SP) e busca informações para reencontrar a família que perdeu o contato ainda jovem.

Andressa de Paula - Hojemais Três Lagoas
01/09/25 às 15h46
Tereza e sua filha Janaina (Foto: Hojemais Três Lagoas)

O tempo passou, mas o coração de Tereza da Costa Ferreira nunca deixou de guardar a lembrança dos irmãos que ficaram em São Paulo. Aos 83 anos, prestes a completar 84, a moradora de Três Lagoas decidiu dar voz a um desejo antigo: reencontrar a família que não vê desde que deixou Rubiácea, no interior paulista, há mais de seis décadas.

Tereza nasceu em Rubiácea (SP), filha de Adriano Antonio da Costa e Maria Soares dos Santos. A infância foi marcada pela perda precoce da mãe, quando tinha apenas oito anos. Na juventude, casou-se com Candido Ferreira da Silva, conhecido como Manoel, e junto a ele deixou a fazenda Santa Clara, onde nasceu, e depois Santa Helena, rumo a uma nova vida.

"Foi assim, que nós morávamos no estado de São Paulo, em Rubiácea, mas nós morávamos na fazenda Santa Clara [...] Que eu nasci na fazenda Santa Clara, e lá eu me casei, e de lá eu fui para a fazenda Santa Helena, que foi onde ele foi criado. Aí depois ele resolveu querer ir embora para Curumbá, e nós veio, mas não deu para chegar em Curumbá. Aí fiquemos parados aqui em Três Lagoas mesmo. Aí nunca mais tive contato da família", recorda Tereza durante entrevista.

Maria Aparecida da Costa, irmã mais velha de Tereza (Foto: Arquivo Pessoal)

Hoje, Tereza busca notícias de Maria Aparecida da Costa, Antonio da Costa, Manoela da Costa, Manoel da Costa, Cícero da Costa, Helena da Costa, Alicia da Costa, Emilio da Costa e do irmão de apelido “Zico”, cujo nome completo não se lembra.

Entre lembranças fragmentadas, Tereza se recorda de alguns caminhos que os irmãos tomaram: "Quando eu vim para cá, Alice, que é a minha irmã de sangue, ela ficou em Rubiácea, na casa do negociante, ele era polícia de Rubiácea. Aí meu pai pegou e adotou ela para ele. Aí ela ficou lá. E os outros moravam em Penápolis, um pouco em Penápolis, outro pouco mudou para Santo André, lá para São Paulo. Aí nunca mais tive notícia".

Esmerinda e Esmeralda, filhas de Maria Aparecida (Foto: Arquivo Pessoal)

O desejo que antes era apenas lembrança, hoje se transformou em ação. Sua filha Janaina é quem ajuda a dar força a esse sonho. Desde a infância, ela escuta a mãe falar sobre alguns irmãos, especialmente Maria Aparecida e Antônio.

Apesar de Tereza não ter demonstrado interesse em procurá-los durante grande parte da vida, agora manifesta com clareza a vontade de reencontrar a família, desejo que conta com o apoio integral dos filhos.

Janaina destaca ainda a lucidez e vitalidade da mãe, que, aos 83 anos, mantém a memória mais firme do que muitos familiares mais jovens. Para ela, esse reencontro representa não apenas a realização de um sonho antigo, mas também a chance de restabelecer vínculos com irmãos, sobrinhos e sobrinhas que se perderam com o tempo.

Sobrinhos de Tereza, filhos de seu irmão Manoel (Foto: Arquivo Pessoal)

Com uma memória viva e uma esperança que resiste às décadas, Tereza lança um apelo: qualquer pessoa que tenha informações sobre seus irmãos pode ajudá-la a reencontrar uma parte essencial de sua história. O reencontro, mais do que um desejo, é a busca de uma vida inteira.

Caso alguém tenha alguma informação sobre os familiares de Tereza, pode estar contatando o Hojemais através do WhatsApp: (67) 99822-2828 , ou a filha dela, Janaina, através do WhatsApp: (67) 99111-7495.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM GERAL
Franquia:
Três Lagoas MS
Franqueado:
Empresa Jornalística e Editora Hojemais Ltda.
01.423.143/0001-79
Editor responsável:
WESLEY MENDONÇA SRTE/SP46357
atendimento@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.