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Ataques de escorpiões colocam moradores da região em alerta

Só em abril, 20 pessoas foram picadas em Três Lagoas. Em menos de uma semana, 2 crianças morreram depois de serem atacadas em cidades da região.

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04/05/22 às 16h39
Divulgação

Onde tem muita barata, ele pode estar por perto, e quanto menor o tamanho, maior a força do veneno. Para se proteger, é preciso conhecer muito bem esse bichinho tão pequeno, mas de grande poder letal. Só em abril 20 pessoas foram vitimas de ataques de escorpiões, em Três Lagoas.  Os casos foram registrados em diferentes bairros da cidade, o que demonstra que não há um foco, apenas. O animal está presente em muitos imóveis e todo cuidado pode valer uma vida. 

Em menos de uma semana, 2 crianças morreram na região, depois de serem picadas por escorpiões. O primeiro caso aconteceu em Paranaíba, na última sexta-feira, 29. Um dia antes, uma menina de 3 anos, foi levada ao pronto socorro, depois de ser picada no pé. A criança chegou a ser entubada, mas morreu horas depois. O segundo caso aconteceu no domingo, 01, em Cassilândia. Um menino de 7 anos foi levado ao hospital da cidade com muita febre, dores e convulsões. Horas depois a criança foi transferida para um hospital, em Campo Grande, mas não resistiu às complicações e morreu no mesmo dia.

Everton Ottoni, que é coordenador do Centro de Controle de Zoonoses de Três Lagoas, explica que “crianças e idosos são os mais suscetíveis às complicações de uma picada de escorpião, por causa da pouca massa muscular”, que permite que o veneno exerça maior potencial de letalidade.

Pelo acompanhamento que o CCZ faz dos casos de reclamações e ataques, na cidade, Ottoni alerta que há um aumento nos casos de aparecimento e  acidentes com escorpiões, e orienta as pessoas “a manterem os quintais e as residências sempre limpos, livres de entulhos de materiais de construção, madeiras, blocos, restos de azulejos e pisos de cerâmica”, ou qualquer outro material que crie ambiente quente, escuro e úmido, bastante favorável para a sobrevivência do animal.  Outra dica importante é sempre chacoalhar, antes de usar,  roupas, toalhas, bonés, sapatos, capacetes ou qualquer outro objeto que possa servir de esconderijo para o animal. É difícil combater escorpião porque é um aracnídeo resistente a venenos.

Além de ataques, diversos chamados e ligações chegam toda semana ao CCZ, de pessoas que capturaram ou encontraram algum escorpião. Um sinal importante para o morador saber se há escorpião por perto é a presença de baratas. Ottoni explica que “todas estas espécies têm como principal fonte de alimentação e sobrevivência as baratas, por isso que os escorpiões são comumente localizados em entulhos de toda a espécie, ralos, tampas de bueiros e fossas”.  

A maioria dos escorpiões capturados pelas equipes do CCZ e de Agentes de Endemias, foi encontrada em locais onde também existia um alto índice de infestação de baratas, do tipo paulistinha, que são as mais pequenas, ou do tipo “blatella germânica”, que são as chamadas “baratonas”.

O que fazer?

Em caso de picada, é preciso chamar o Samu pelo 192, ou acionar o Corpo de Bombeiros, pelo 193. Se for possível, levar a pessoa com urgência para atendimento médico. Em Três Lagoas, o Hospital Auxiliadora e a Unidade de Pronto Atendimento, Upa, dispõem de soro antídoto, específico para picada de escorpião ou outros animais peçonhentos, como também cobras. 

 

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