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Carlos Roberto Felipe é condenado a mais de 26 anos de prisão pelo assassinato da professora ngela Jorge

A dor que destruiu a família Jorge

Daniela Galli - Hojemais Três Lagoas
14/11/21 às 07h15

Carlos Roberto Felipe, de 60 anos, foi condenado a mais de 26 anos de prisão pelo assassinato da professora Ângela Maria Jorge. O julgamento foi realizado na última quarta-feira (10) em Três Lagoas. Crime aconteceu em novembro de 2019, em frente a um hotel no centro da cidade. 


Ângela foi atingida nas costas por uma arma de fogo e morreu no local. O autor ainda tentou suicídio com um tiro no ouvido, porém foi socorrido e sobreviveu. 


Durante o julgamento a promotoria destacou que no dia do crime foi encontrado no bolso da calça de Felipe um bilhete no qual ele premeditou o crime. “Eu vou, mas ela vai junto. Ou vai ser minha ou não vai ser de mais ninguém”, eram algumas das frases escritas.


O autor foi condenado por homicídio triplamente qualificado: a vítima era sua ex-namorada e ele não aceitava o fim do relacionamento; ele atirou nas costas, ou seja, utilizou de um recurso que dificultou sua defesa; o crime foi classificado como feminicídio, uma vez que Ângela foi vítima do crime em decorrência de sua condição de gênero. 


Tanto a vítima como o autor estavam em uma confraternização no Clube da Terceira Idade, na região central de Três Lagoas. Ângela foi ameaçada por Felipe ainda dentro do clube e pediu para ser levada embora. Na saída, foi perseguida por ele que estava armado e efetuou os disparos. Ele ainda deve responder por porte ilegal de arma, uma vez que o objeto estava em situação irregular.


SAUDADE


Em 2020, os filhos da professora Ângela Maria Jorge, vítima de feminicídio no dia 29 de dezembro de 2019, concedeu uma entrevista cheia de emoção e saudade para o Sinted (Sindicato dos Trabalhadores em Educação). Fernanda, José Paulo e Isabel Jorge se lembraram de vários momentos de alegria e carinho que passaram ao lado da mãe, da dedicação e do amor pela profissão.  Maria Luiza Barrio, amiga de Ângela, também participou dos depoimentos e recordou do quanto ela era adorada pelos seus alunos.

O vídeo foi postado na página do Sinted para lembrar que o dia 8 de março não é só de comemoração para as mulheres, mas também uma data que devemos usá-la como reflexão e luta. Conforme a publicação do Sinted, o Brasil é um dos países com mais taxas de feminicídios, onde mulheres são mortas por serem MULHERES. Precisamos dar voz a este assunto. Denuncie! Disque 180.


A delegada Patrícia Peixoto participou da homenagem e esclareceu alguns pontos sobre violência contra a mulher.

 

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