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Carro de candidato de concurso pega fogo, ele deixa o veículo e segue de carona até o local da prova

O veículo da vítima pegou fogo a pouco menos de mil metros do local da prova, e para não perder o exame teórico ele decidiu abandonar o automóvel em chama

Redação
23/05/22 às 14h34
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Carro de concurseiro foi completamente destruído pelo fogo em Campo Grande — Foto: Marcus Vinnicius/TV Morena

Após percorrer mais de 105 quilômetros, Washington Mariano, de 30 anos, viveu momentos de terror ao ver que seu carro pegou fogo, enquanto se deslocava para realizar um concurso público em Campo Grande (MS), neste domingo (22).


O veículo da vítima pegou fogo a pouco menos de mil metros do local da prova, e para não perder o exame teórico ele decidiu abandonar o automóvel em chamas. O caso aconteceu por volta das 7h, no cruzamento das ruas Joaquim Murtinho e Nova Era, no bairro Itanhangá Park, na capital.


Transtornado, ele chegou a tentar abrir o capô, mas ficou com a mão queimada, e só conseguiu ir para o teste porque uma bombeira que passava pelo local o incentivou: “Ela me disse, ‘o que tinha que queimar aqui, já queimou, agora vai pensar no seu futuro e vai fazer a prova. Aqui a gente resolve’”, relembra.

Mariano só conseguiu chegar ao local da prova – na Escola Hércules Maymone – porque contou com a ajuda de um motorista que passava pelo local. O fogo se alastrou rapidamente e destruiu o veículo.

“Eu estava indo fazer o concurso, e do nada o carro afogou, dei partida uma vez, mas fiquei com medo do trânsito e fui insistindo. Fui tentando dar a partida, quando na quarta vez, ele fez um barulho estranho e já fez uma labareda de fogo na lateral do carro”, explica Washington, que além de concurseiro, é psicólogo.
 
Ele viu a labareda pelo vidro lateral do carro e confessou que se desesperou. “O fogo foi aumentando muito rápido, na hora que eu só consegui abrir a porta, comecei a tirar as coisas de dentro do carro, minha bolsa, meu computador. Pedi ajuda para as pessoas, algumas pararam, tentaram ajudar, outras passaram direto”, relata.
 
O psicólogo conseguiu uma carona até a escola e realizou a prova. No fim das contas, só agradeceu pela mãe e o filho de 12 anos não estarem no veículo na hora do acidente. Segundo ele, o carro tinha passado por uma revisão para a viagem.
 

“Gastei R$ 1.000 nessa revisão. Troquei uma peça, arrumei algumas coisas, mas o mecânico não identificou nenhum problema. Testou tudo, andou com ele e nada”, comenta.
 
Quando saiu da prova, Washington ainda tentou buscar informações sobre o carro, mas por ser fim de semana não conseguiu identificar para onde o veículo foi levado. “Ainda terei que ligar hoje para saber do carro. Ainda perdi as chaves da casa da minha mãe e a minha. Para ser sincero, nem sei o que consegui salvar, só estou com uma mala”, frisa, enquanto pegava um ônibus para voltar para casa em Rio Brilhante (MS).

(*) G1 MS 
 

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