Durante o CarnaTrês 2026, realizado no último fim de semana em Três Lagoas , a principal pauta levada à avenida foi o combate aos maus-tratos a animais. A presidente da ONG Protetoras Três Lagoas, Charlene Santana Bortoleto, desfilou com a foto do cão Coragem e um pedido público de Justiça, transformando o evento festivo em um espaço de reflexão e conscientização.
O caso de Coragem evidencia a gravidade dos maus-tratos a animais no município. O filhote sem raça definida (SRD) foi encontrado em estado crítico, extremamente magro e com diversos ferimentos pelo corpo, apresentando claros sinais de violência e negligência. O resgate ocorreu após um pedido de ajuda, mobilizando voluntários para garantir atendimento imediato e cuidados veterinários.
Segundo Charlene, os maus-tratos a animais vão além das agressões físicas. A negligência — como manter animais presos sob sol e chuva, sem abrigo, alimentação adequada ou assistência básica — também configura crime e precisa ser reconhecida pela população como violação ao bem-estar animal.
Denúncia de maus-tratos
Apesar da gravidade do caso, a responsabilização enfrenta dificuldades. A ausência de câmeras de segurança e o fato de não ter sido registrado boletim de ocorrência no momento dos fatos dificultam a identificação do suspeito. Ainda assim, a ONG reforça que a denúncia de maus-tratos a animais pode ser feita de forma anônima, sendo fundamental para combater a impunidade.
A mobilização ganhou força após casos de repercussão nacional, como a do cachorro Orelha, ampliando o debate sobre punições mais rigorosas e fiscalização efetiva. Em Três Lagoas, episódios semelhantes já foram registrados, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção dos maus-tratos a animais.
Ao levar a mensagem para a avenida, a presidente da ONG buscou sensibilizar a comunidade e estimular a denúncia. O retorno, segundo ela, foi positivo, com manifestações de apoio e solidariedade à causa.
Recuperação
Atualmente, Coragem segue em recuperação e sob os cuidados de uma família acolhedora. Para a ONG, o caso deve servir como marco para intensificar o enfrentamento aos maus-tratos a animais, fortalecer a fiscalização e promover ações permanentes de conscientização no município.
