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Conheça Rhyllary, a estudante que lutou contra um dos atiradores 

"Eu principalmente precisei raciocinar muito rápido para escapar” - contou a jovem

Da Redação  - Hojemais Três Lagoas 
18/03/19 às 09h53
Arquivo Pessoal

A tragédia que ocorreu na última quarta-feira (13), na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, Grande São Paulo, ainda permanece sendo um dos assuntos mais comentados, o massacre ainda assusta e aterroriza aqueles que estavam presentes e conseguiram fugir dos dois atiradores que entraram na instituição de ensino e atiraram contra alunos e funcionários, causando a morte de 10 pessoas.

Hoje nós contamos a história de Rhyllary Barbosa, 15 anos, que estava na escola e encontrou um dos atiradores. 

A aluna do primeiro ano do ensino médio estava merendando com uma amiga quando ouviu um disparo de arma de fogo no ambiente em que ela estava. Quando ela se virou, foi surpreendida por Luiz Henrique Castro, de 25 anos, que ainda estava atirando contra os estudantes. Rhyllary, que é praticante de Jiu-Jitsu, disse que precisou superar o medo para encarar o assassino.

“Foi um momento desesperador, de muita aflição e medo. A gente tinha de pensar rápido, eu principalmente precisei raciocinar muito rápido para escapar” - contou a estudante.

Ainda sem saber que a porta da entrada da escola estava fechada e vendo que a machadinha usada por ele estava no chão, ela entrou em confronto corporal com o assassino usando as técnicas que aprendeu nas aulas de Jiu-Jitsu.

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Resistência União Atitude ??????

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Tentando se manter firme no chão e depositando suas forças nos calcanhares, a estudante chacoalhou Luiz Henrique para causar desequilíbrio, quando o atirador a segurou pelos cabelos e deferiu diversos socos contra Rhyllary. Surpreso com a ação dela e ao ver outros alunos correndo para tentar sair da escola, Luiz Henrique soltou a estudante para pegar a machadinha no chão, nisso ela conseguiu fugir e abrir a porta da escola, que estava fechada, salvando muitos alunos.

“Sou apenas uma sobrevivente. Uma pessoa guerreira. Eu fico emocionada e ao mesmo tempo fico triste pelas famílias dos colegas que morreram. Uma felicidade também grita no coração porque poderia ser pior, mas Deus me colocou lá para evitar a tragédia e eu fico grata por ter mais uma chance de vida”, comentou a aluna.

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